Lewis Hamilton foi para a Mercedes em 2013, numa fase em que o descontentamento do britânico na McLaren era grande. A hipótese da Red Bull contratar Hamilton existiu, mas não se concretizou.
Naquela altura a Red Bull era a força dominante da F1 e a luta com a McLaren era feroz, embora a equipa britânica pecasse por cometer erros comprometedores (um pouco à semelhança da Mercedes e Ferrari da actualidade). A Ferrari conseguia intrometer-se na luta pelo título apenas graças ao talento de Fernando Alonso. Hamilton fartou-se e decidiu procurar outro lugar e claro que sondou a Red Bull, que na altura não demonstrou grande interesse. Helmut Marko afirmou até que incentivou Niki Lauda a contratar Hamilton para a Mercedes, que na altura estava ainda muito longe do domínio avassalador da actualidade. O resto da história é conhecido. Marko admite que esta situação foi mal gerida e que a Red Bull cometeu um erro:
“Lewis estava realmente infeliz na McLaren e não havia mais espaço para ele ficar. Então pensamos que seria melhor se ele fosse para a Mercedes e apoiamos muito o [Niki] Lauda no recrutamento de Lewis”.
Lauda fez o trabalho, convencendo Hamilton a fazer a troca.
“A McLaren”, acrescentou Marko, “era nosso oponente mais forte na época e, em retrospectiva, teria sido muito melhor se ele ficasse na McLaren e agora percebemos o quão às vezes tomamos decisões tácticas erradas”.
Se na altura Lewis Hamilton tem recebido o sim da Red Bull, o que seria da carreira do britânico nesta fase? Lewis Hamilton é um dos melhores da sua geração e um dos melhores de todos os tempos, mas beneficiou muito da sua chegada à Mercedes. A estrelinha de campeão vê-se também nestes pequenos pormenores.










