A dura luta entre Lewis Hamilton e Charles Leclerc vai fazer mudar a forma como o piloto britânico encara os duelos em pista.
A meio da corrida, Hamilton lançou um ataque a Leclerc e o piloto da Ferrari fechou a porta, obrigando o campeão em título a usar a escapatória para evitar o toque. Hamilton considerou a manobra perigosa pois Leclerc não deixou espaço suficiente, mas não se importou e irá usar também esse tipo de agressividade doravante:
“Eu não acho que exista um problema; se é assim que podemos correr, então assim farei”, disse ele. “Desde que saibamos que agora não é preciso deixar a largura de um carro ao adversário”.
“Desde que não haja contradições, desde que tenhamos uma mensagem clara, de que podemos alargar a trajectória se alguém estiver lá e apenas recebemos apenas uma bandeira de aviso. Aí, só é preciso uma vez para potencialmente manter o adversário atrás. Desde que seja claro e esse seja o caminho a seguir, tudo bem. É só para que eu saiba como entrar numa batalha e que seja igual para todos os pilotos.”
Este espírito mais aberto e permissivo dos comissário vem de encontro à vontade de permitir mais lutas em pista, sem que haja um exagero de penalizações. O uso da bandeira branca e preta como um “cartão amarelo” é um dos novos métodos usados para tal.
No entanto já vimos Max Verstappen usar de maior força para passar Leclerc na Áustria e este já usou dos mesmos métodos para travar Verstappen em Silverstone e agora Hamilton em Monza.
Estes precedentes poderão levar a uma maior agressividade na defesa da posição e pode colocar os comissários numa posição ingrata de avaliação de certas situações. Mas o certo é que todos apreciam uma luta dura e renhida pela vitória.










