George Russell admitiu ter ido “além da raiva e da frustração” com a sua sorte (ou falta dela) nesta temporada, depois de um furo durante uma disputa emocionante a três com Max Verstappen e Lewis Hamilton em Silverstone, que ainda assim terminou com um segundo lugar para o piloto da Mercedes, desta vez já com a sorte do seu lado.
O britânico estava envolvido numa luta com Verstappen e Hamilton por um lugar no pódio quando um furo lento o obrigou a entrar nas boxes na volta 35, fazendo-o cair para sétimo. Contudo, o abandono de Verstappen, a quatro voltas do final, motivou a entrada do safety car, e a decisão da Ferrari de chamar Hamilton às boxes deu a Russell o segundo lugar que nunca mais largou, terminando a corrida atrás do safety car.
Russell descreveu o fim de semana como um dos mais desafiantes da carreira, apontando uma combinação de fatores dentro e fora do seu controlo.
“Não sei bem como resumir isto, sinceramente, porque foi um fim de semana muito difícil. As coisas que estavam sob o meu controlo não foram suficientemente boas; as que estavam fora do meu controlo também não, e isso resultou numa prestação fraca em termos de ritmo.
“Na corrida, tive uma grande luta com o Max e o Lewis, competindo contra dois dos maiores de sempre, e sinto que poderia ter passado o Max. Com a velocidade de ponta que tínhamos sobre os Ferrari, sinto também que poderia ter aguentado o Lewis atrás de mim. Por isso, o terceiro lugar seria provavelmente justo e teria sido um bom resultado atrás do Charles [Leclerc] e do Kimi. Depois veio o furo, e simplesmente não conseguia acreditar na minha sorte. Já fui além da raiva e da frustração. Se me tivessem dito que ia terminar em segundo, nem teria conseguido imaginar como isso seria possível. Por isso, estou muito agradecido por ter subido ao pódio.”
Este resultado representa mais um capítulo numa temporada de 2026 que tem testado repetidamente a resiliência de Russell. Uma falha técnica na qualificação na China custou-lhe pontos, enquanto um safety car no Japão beneficiou o colega de equipa Kimi Antonelli, que conquistou uma vitória que parecia destinada a Russell. No Canadá, Russell abandonou quando liderava, devido a uma falha na bateria. Depois, no Mónaco, uma penalização relacionada com o limite de velocidade nas boxes, apesar de ter ativado corretamente o limitador, combinada com uma penalização mal cumprida, transformou um provável pódio num 13.º lugar.
Até Mónaco, Russell estava 68 pontos atrás de Antonelli no campeonato. O segundo lugar em Silverstone, associado ao 16.º lugar de Antonelli, também afetado por problemas mecânicos, reduziu essa diferença para apenas 25 pontos.









