Os ‘aero rakes’, enormes grelhas de sensores para leitura aerodinâmica, permitem aos engenheiros de Fórmula 1 compararem os modelos de fluxo de ar virtual com o desempenho real na pista.
Um ‘ancinho’ aerodinâmico é uma série de ‘tubos de pitot’, que não são mais do que sensores concebidos para medir estruturas de fluxo fora do ‘corpo’ dos carros. São, na verdade, uma tecnologia bastante antiga!
Ao medir a pressão dinâmica, podem então ‘pintar um quadro’ das estruturas de fluxo que estão a sair de peças como a asa dianteira, rodas dianteiras – o que é muito importante – onde os vórtices saem da asa dianteira, algo que este ano será obviamente muito diferente, dado que temos um design significativamente diferente nas asas devido às novas regras.
Desta forma, pode-se ‘pintar todos esses quadros’ das diferentes estruturas de fluxo de ar e das diferentes estruturas de vórtice que saem de várias partes do carro. Essa informação regressa depois à equipa de aerodinâmica, que a compara com o que já tem, e utilizar esses dados para otimizar e melhorar o design de novas estruturas de fluxo de ar.
Hoje em dia, o processamento dos dados que regressam das grelhas de sensores é muito rápido, é quase feito em tempo real. As equipas desenvolveram software que pega nos dados em bruto e devolve imagens e ficheiros de vídeo realmente interessantes.
A primeira vantagem é que se pode agir imediatamente. Por isso, se estão a analisar todo o espectro duma asa frontal, por exemplo, que significa passar de um ângulo baixo até ao ângulo máximo da asa frontal, pode perceber-se se há um ponto onde a asa dianteira ‘cai’, como dizem os aerodinamicistas, quando esta naquela configuração não está a gerar a força descendente esperada, na frente.
Dessa forma, a informação dos ‘aero rakes’ diz aos engenheiros para ficarem
longe daquela área do carro, pois o que lhes foi transmitido é que com a asa de
determinada forma, a performance piora.
De igual modo, por vezes há outras coisas que são recolhidas dos ‘ancinhos’ que não é possível resolver em pista, e que depois voltam para a equipa de aerodinâmica, que tem de estudar a melhor forma de resolver esse problema sem comprometer outras áreas. Pode parecer, e realmente é muito complexo.










