Miki Biasion foi um dos cabeças de cartaz do Estoril Classics Week, um nome que diz muito aos adeptos portugueses. O piloto foi protagonista de vários momentos históricos, entre eles as três vitórias consecutivas no Rali de Portugal, em 1988, 1989 e 1990, sempre com o Lancia Delta Integrale, para além, claro, dos dois títulos Mundiais de Ralis (1988 e 1989).
Em Portugal, teve como missão guiar o Lancia Delta Integrale, carro que decidiu não colaborar na noite de Sintra, mas que ainda assim permitiu ao italiano rodar no Slalom do Estoril.
Curiosamente, também guiou o Audi Sport Quattro S1 reservado a Stig Bolmqvist, e gostou: “Guiar este Audi foi como se tivesse recuado 32 anos no tempo, só foi pena tê-lo guiado apenas no Estoril. Tive de imediato um bom feeling, tem uma potência incrível, mas ao mesmo tempo é muito fácil de conduzir. Depressa tive boas sensações com o carro. Gostei mesmo muito”, começou por dizer Biasion, que gosta muito de Portugal:
“O Rali de Portugal é um dos meus favoritos, tive sempre bons resultados aqui. Tenho muito boas recordações desta prova. Sou muito feliz aqui, os portugueses adoram os ralis, gostam de mim e eu gosto deles. É muito bom para mim sempre que regresso a Portugal, gosto muito de cá vir.”
Como é a tua vida hoje em dia, perguntámos: “A minha vida agora são ralis históricos, mas a minha atividade principal passa por reconstruir Lancia Delta, tenho um workshop em Itália, tomo conta das ‘velhas senhoras’ como este Delta”, disse, recordando depois como tudo começou e a época de ouro:
“Felizmente quando comecei a guiar não havia circuitos por perto, pelo que me apaixonei logo pelos ralis, depressa me tornei profissional e dessa forma foi mais fácil ter uma boa carreira. Os pilotos que tiveram a oportunidade de competir com os Grupos B tiveram muita sorte. A era dos Grupos B foi a melhor de sempre, foi fantástico ter aqueles extraordinários e potentes carros.”











