Depois das provas na Bélgica e na Suécia, Guilherme de Oliveira poderia, após a terceira jornada do Rotax Max Challenge Euro Trophy – conhecido por Europeu Rotax –, disputada este fim de semana, no circuito austríaco de Bruck, ter regressado a Portugal integrado no top-5 da classificação geral da categoria Júnior, liderada pelo holandês Mike Van Vugt.
Contudo, o piloto português viu-se praticamente privado de voltar a repetir um resultado tão positivo (4.º lugar) como o que alcançou na Suécia, devido a um acidente nos treinos cronometrados que definiu a grelha de partida para as mangas de qualificação.
“Antes de entrar para a sessão de treinos cronometrados tinha estabelecido o tempo mais rápido da sessão de treinos livres oficiais e estava muito motivado para conseguir um bom lugar na grelha, mas infelizmente quando rodava na minha volta rápida um piloto que nunca tinha estado no Europeu e rodava quase dois segundos mais lento do que todos, decidiu travar e mudar de trajetória na altura em que eu vinha atrás e muito rápido. Não consegui evitar o acidente, o meu kart quase capotou, ficou empenado e arruinou-me a qualificação. Como se não bastasse, pois tinha na altura o 8.º tempo à geral, os comissários entenderam que eu deveria ter abrandado e mandaram-me para o final da grelha”, lamentou Guilherme de Oliveira.
Impunha-se recuperar o prejuízo e foi precisamente isso que o piloto português fez. Na primeira manga de qualificação, apesar de largar da penúltima posição, conseguiu terminar no 12.º lugar e na segunda manga esteve ainda melhor ao garanti o 8.º lugar, resultados que somados lhe deram a 13.ª posição na grelha de partida para a Final 1 na qual foi 10.º classificado, sendo depois o 12.º posicionado na Final 2. “Na Final 1, terminei no 8.º lugar, mas uma penalização de cinco segundos por ter ultrapassado, junto com outros adversários, um kart supostamente numa situação de bandeiras amarelas, perdi dois lugares e fui 10.º classificado, já que o nosso grupo tinha uma grande vantagem para o resto do pelotão. Na Final 2, e a partir por fora, foi muito difícil segurar o lugar. Numa corrida muito dura, com ultrapassagens, incidentes, mas muito emotiva e consegui ser 12.º classificado. O acidente na qualificação foi decisivo para não conseguir um resultado ainda melhor. De qualquer modo, graças ao meu amigo e mecânico José Santos, estou muito contente por ter pontuado mais uma vez e, apesar de tudo, manter o 8.º lugar no campeonato onde estão classificados 57 pilotos”, concluiu Guilherme de Oliveira, que aos 13 anos faz a sua estreia no Europeu de Karting Rotax.










