Miguel Correia, estreante absoluto no Campeonato de Portugal de Ralis, descobriu os famosos e difíceis troços da ilha de São Miguel e a sua adaptação surpreendeu tudo e todos, chegando a passar pelo 3.º lugar das duas rodas motrizes (CPR2), só atrás de pilotos com larga experiência nos Açores. Na primeira passagem pelo troço das Sete Cidades, o Renault Clio R3 ficou sem direção assistida e levou Miguel Correia a ceder tempo, percorrendo mais de 20 kms naquelas condições. Na segunda passagem pelas Sete Cidades, na PE9, Miguel Correia seria mesmo obrigado a abandonar quando a caixa de velocidades cedeu, impossibilitando a equipa ARC Sport de recuperar o carro francês para o derradeiro dia do rali.
“A forma como tivemos de desistir não apaga aquilo que fizemos apenas no nosso segundo rali de terra e na estreia absoluta neste rali fantástico. Ao contrário do que nós próprios esperávamos, fomos competitivos logo desde os primeiros troços e quando desistimos estávamos próximos dos lugares do pódio, depois de já termos feito mais de 20 quilómetros sem direção assistida nas Sete Cidades. Percorrer e aprender estes troços foi uma experiência inesquecível e tenho mesmo muito pena por não podermos continuar em Rally 2, pois ainda havia mais de 100 kms de troços para acumular experiência com o carro e no rali. São coisas próprias das corridas mas saio daqui com confiança para o futuro”, referiu Miguel Correia.
Depois de Fafe e Açores, o Campeonato de Portugal de Ralis ruma ao centro do país e ao Rali de Mortágua nos próximos dias 27 e 28 de abril.










