O halo é a grande novidade da Fórmula 1 em 2018. Apesar das muitas críticas que têm existido, quer a nível estético, quer a nível funcional, o halo será uma realidade em 2020 na maioria das categorias com monolugares.
A Fórmula 2 e algumas séries da Fórmula 3 também usarão o halo pela primeira vez em 2018. David Lapworth, diretor técnico da Prodrive e assessor de segurança da FIA, diz que a introdução da nova estrutura de proteção de cabeça para as categorias juniores tornou-se rapidamente uma prioridade.
“Se pudermos adotar melhorias, como o halo, é uma conquista, mesmo que tenha sido desenvolvido a pensar na F1. Envolver pessoas de diferentes disciplinas no processo só pode ajudar. Quanto mais pessoas ajudarem a espalhar a palavra e a convencer os cépticos sobre a ciência e o trabalho que entraram nela, melhor”, disse Lapworth à revista Auto da FIA.
Na pesquisa que levou ao halo, a FIA analisou alguns acidentes fatais nos campeonatos fora da F1, que poderiam ter sido evitados, como os de Henry Surtees na F2 e Justin Wilson na Indy.
“Precisamos de reconhecer que a introdução é tão importante quanto o pioneirismo. É ótimo ter as fórmulas de alto nível, como a F1, capazes de criar novas soluções e forçar os limites, mas em termos de salvar vidas, a introdução é o lugar onde os grandes números aparecem. Há 22 ou 24 pessoas numa corrida de F1 por fim de semana, mas existem milhares de corridas em diferentes categorias por todo o mundo. Então, esta é a área em que nos estamos a concentrar mais nas discussões que estamos a tomar. Não consideremos apenas o que a F1 precisa, mas como podemos tornar isso universal e como podemos fazer isso acontecer o mais rápido possível”, terminou Lapworth.










