Apesar da pouca quilometragem e dos muitos problemas nos primeiros quatro dias de testes de F1, Franz Tost, Chefe da Toro Rosso, está otimista e ‘coloca’ a sua equipa “na parte da frente do pelotão intermédio”. Os homens de Faenza completaram apenas 183 voltas ao longo dos quatro dias em Barcelona, bem longe dos 558 da Mercedes, equipa que mais rodou em Barcelona, mas pelos vistos os problemas não são graves e Tost acha que não os vão impedir de cumprir os seus objetivos. A equipa de Carlos Sainz e Daniil Kvyat teve alguns problemas com o motor Renault, nem sequer marcando presença no último dia de testes, mas Tost aponta para um objetivo muito, mas mesmo muito otimista:
“Estou otimista que a Toro Rosso estará na parte da frente do pelotão intermédio. O nosso carro parece bom, é rápido e os nossos pilotos estão a fazer um bom trabalho. Se tivermos tudo sob controlo quanto à parte técnica, estou perfeitamente convencido de que podemos atingir o nosso objetivo”, disse Tost, que se ‘atira’ logo para a disputa dos lugares logo trás da Mercedes, Red Bull e Ferrari, ou seja, onde ficou a Force India em 2016. São declarações que mostram tanto de confiança, quanto de arrogância, pois apesar das palavras poderem apenas servir para reunir as tropas, a verdade é que nunca até hoje a Toro Rosso fez melhor que um sexto lugar no Mundial de Construtores, e mesmo assim, só por uma vez o conseguiu, no célebre ano da vitória de Sebastian Vettel em Monza, à chuva. Antes disso, ou desde aí, a Toro Rosso chegou a ser décima em 2009, foi subindo ‘devagarinho’, nunca fazendo melhor que o oitavo lugar até 2013, sendo sétima nos últimos três anos.
Ou Franz Tost sabe alguma coisa muito importante que nós desconhecemos por completo ou são apenas palavras vazias. Até acreditamos que sendo o motor Renault bem melhor este ano, que seja possível fazer melhor que sétimo, agora, surgir no quarto ou quinto lugar parece demais. Já o Diretor-técnico da equipa de Faenza, James Key, parece bem mais realista: “Acho que bater a Haas parece razoável, mas temos que ver como as coisas evoluem. Quanto à Renault pode ser bem mais difícil, pois parecem ser bem mais competitivos do que no ano passado”, concluiu.












