Novos regulamentos vão entrar em vigor no WRC para o próximo ano e várias marcas já apresentaram os seus novos modelos, que são todos baseados em automóveis citadinos compactos. Estes são os automóveis que geram mais lucro para as marcas, daí o interesse em utilizar as suas formas, mas será que são estes que o público quer ver?

Embora carros de GT tenham aparecido frequentemente em campeonatos nacionais nos últimos anos e algumas marcas tenham feito mesmo algumas versões de competição-cliente, a FIA tem mantido esta categoria estrangulada, com performances muito limitadas, mantendo os WRC com carroçaria de segmento B no topo. Mas, a longo prazo, o futuro da modalidade seria melhor servido por uma aposta nos GT.

As marcas já demonstraram interesse em correr com GT nos ralis, destacando-se a mais recente introdução do Abarth 124 Rally, mostrado no Monza Rally Show. A Renault já confirmou o regresso da marca Alpine com um GT compacto, inspirado nas linhas do A110, e seria interessante reviver a rivalidade das duas marcas nos anos 70. Junte-se a existência de outros modelos compactos, como o Porsche 718 Cayman (mais apropriado para GT que o 911), a possibilidade de criação de um Toyota GT86/Subaru BRZ com motor 2.0 turbo, o futuro Lotus Elise previsto para 2019, e até a possibilidade da Nissan reviver o Silvia, e uma categoria GT teria pernas para andar.

Mesmo em termos de marketing, seria do interesse das marcas abandonar os citadinos e passar para os GT. Durante a próxima década, os carros elétricos para uso citadino e a mobilidade autónoma vão crescer, e a necessidade de uma pessoa conduzir vai ser cada vez menor. Quem ainda o quiser fazer, vai querer um carro que um entusiasme, pequeno, divertido de conduzir, para um espírito individualista, e, mesmo com motores elétricos, isso será sempre feito com um GT e não com um citadino.












