Actual segundo classificado do Mundial de Ralis, o piloto da Volkswagen Andreas Mikkelsen juntou-se a Sébastien Ogier nas críticas às regras relativas à ordem de partida que foram implementadas em 2016.
“Estive numa situação semelhante à dele o ano inteiro, sendo quase sempre segundo no campeonato. Portanto compreendo realmente o ponto de vista dele e estou em absoluto acordo de que é impossível vencer algumas provas a partir da frente tal como estão as coisas neste momento”.
As regras de 2016 fazem com que a ordem de partida para a estrada ao longo dos dois primeiros dias de competição tenha por base a classificação do campeonato, com o norueguês a admitir que gostaria de que o regulamento fosse revisto:
“Espero realmente que as coisas dêem um passo atrás. Não digo que tenhamos que mudar tudo, mas que não sejam tão penalizadoras como agora, porque penso que levaram demasiado longe este conjunto de regras. Em provas como a Sardenha ou Portugal é impossível vencer, e penso que qualquer concorrente deveria ter uma hipótese de vencer a prova. Compreendo que prefiram ter vencedores distintos ao longo do campeonato, mas não podem destruir o desporto porque querem vencedores distintos e não verdadeiros vencedores. Senti-o este ano na Finlândia, sendo segundo na estrada no primeiro dia. Terminámos em terceiro e depois o Sébastien saiu de estrada e eu passei a ser o primeiro na estrada, e acabei por cair para oitavo ou nono com o mesmo estilo de pilotagem. Portanto compreendo realmente a sua posição nesta matéria”.
Durante as seis provas de terra que decorreram entre o Rali do México e o Rali da Finlândia, o Campeonato do Mundo de Ralis teve cinco vencedores distintos: Kris Meeke, que bisou; e Hayden Paddon, Jari-Matti Latvala, Thierry Neuville e Andreas Mikkelsen.
O norueguês reconhece que mesmo sem a regra a Volkswagen teria sempre dificuldades em parar Meeke em Portugal e na Finlândia, mas que outros pilotos teriam tido mais dificuldade em vencer as provas que venceram.
“Quando o Kris venceu em Portugal, ele fez um trabalho fantástico. Eles estava a andar muito depressa e não tenho a certeza que, mesmo que tivéssemos partido na mesma ordem, o teríamos conseguido bater, já que ele conduziu realmente bem. Mas talvez para os outros vencedores tivesse sido mais difícil. Apenas acho que as regras foram demasiado longe”, concluiu.










