Na última edição do AutoSport (nº 2016) convidámos Domingos Piedade e António Félix da Costa a comentarem a atual situação da Fórmula 1 num momento em que a competição enfrentou a tradicional paragem de verão. Um dos temas abordados foi obviamente o momento de forma da Ferrari, que depois de um 2015 prometedor tem vindo a perder fulgor para a Mercedes, deixando-se ainda apanhar pela Red Bull.
Para o antigo vice-presidente da AMG, a equipa de Maranello vive uma situação difícil, encontrando-se de cabeça perdida:
“Faço minhas as palavras de as palavras do Luca Montezemolo. Prefiro não dizer nada para não os ofender. O Maurizio Arrivabene ‘arrivou’ mal. É um tipo porreiro, da Marlboro. Tem 30 anos de Fórmula 1, mas vem do marketing. Estamos a confundir eletricidade com toucinho. E agora que o James Allison se foi embora ficaram órfãos da parte técnica e acabaram por entrar em parafuso, como se vê pela tentativa de procurar convencer o Ross Brawn e fazer uma empresa para ele em Inglaterra. Fórmula 1 por controlo remoto? Não conheço nenhuma experiência que tenha dado certo, até porque ele só viria pelo dinheiro, pois já ganhou tudo. Outra coisa que não percebo é a renovação do Kimi Räikkönen: por acaso ganhou alguma corrida de cabeça para baixo? Já o Vettel está ligeiramente sob pressão porque deve ter pensado que iria ter um carro melhor do que aquele que lhe tocou. Deve achar que entrou ‘numa fria’, como dizem os brasileiros”.
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