O eventual vencedor das 24 Horas de Le Mans, Porsche, descreveu a prestação da Toyota como “sensacional” após a falha mecânica que impediu a marca japonesa de festejar a sua primeira vitória. Os dois fabricantes mantiveram uma luta cerrada ao longo de toda a corrida, mas com o TS050 nº5 a conservar uma liderança de cerca de 30s nas duas últimas horas, e o 919 nº2 de Neel Jani a ser obrigado a parar nos últimos 15 minutos devido a um furo, a Porsche efetivamente tinha aceitado a derrota, até porque a diferença entre ambos havia com isso crescido para cerca de um minuto.
Fritz Enzinger, vice-presidente do programa LMP1 da Porsche, afirmou: “Em primeiro lugar, gostaria de expressar o meu respeito pelo desempenho sensacional da Toyota nesta corrida. Foi uma grande luta com eles – pouco antes da conclusão da prova tínhamos aceitado o segundo lugar até conquistarmos de repente a nossa segunda vitória seguida em Le Mans”.
O diretor de equipa Andreas Seidl também expressou simpatia pela Toyota, embora tenha deixado no ar que a falha do carro nº5 também se deve à pressão contínua que a Porsche aplicou durante toda a corrida:
“Sentimos certamente algum pesar pelos nossos colegas e amigos de Colónia. Entregar uma corrida destas na última volta e desta forma é algo que não desejas ao teu pior inimigo. Mas este é o desporto com todos os seus altos e baixos, e é por isso que o amamos. Foi uma vitória pela qual lutámos muito. Tivemos que colocar a Toyota sob enorme pressão e andámos a fundo ao longo de toda a prova. Os nossos pilotos estavam no limite. A frequência com que o líder da prova mudou foi extrema”.
Neel Jani, que cruzou a linha da meta em primeiro ao volante do carro nº2, descreveu o resultado como surreal: “Sinto-me de coração partido pelos pilotos da Toyota. Todos os pilotos sabem como algo assim é desolador. É realmente surreal”.
Mark Webber, piloto do Porsche nº1, acrescentou que “o que aconteceu à Toyota é realmente difícil de aceitar”, enquanto Timo Bernhard descreveu como “brutal” a forma como tudo aconteceu e a derrota da marca nipónica.









