Terminados que estão os oito dias de testes de F1 que este ano marcam a pré-temporada, já é possível fazer uma pequena análise de como estão as coisas, e se poucos duvidam que a Mercedes está muito bem em termos de resistência, quanto à performance, recentes declarações enigmáticas de Nico Rosberg deixaram perceber que pode haver uma surpresa e a Ferrari ter descoberto um nível de performance, que, se a fiabilidade for corrigida, pode dar muita emoção às corridas neste início da temporada.
O piloto da Mercedes revelou não saber se a sua equipa está à frente ou atrás da Ferrari em termos de performance e de Maranello percebe-se otimismo quanto à velocidade, isto apesar de haver muito mais variáveis do que somente os compostos de pneus que cada piloto utiliza. Há demasiadas variáveis para que alguém possa dizer que és mais perto ou longe, mas de qualquer forma, olhando para o conjunto dos tempos, é possível perceber qual pode ser o limite de cada carro e piloto, e aí a Mercedes continua bem na frente, mas há também sinais que a Ferrari pode ter feito ainda melhor do que o seu melhor registo ‘diz’.
O que parece para já, ‘resistência’ à parte, é que a Mercedes continua na frente, mas a margem para a Ferrari está percecionada como sendo mais pequena, e também a Williams parece ter melhorado face ao ano passado, restando saber se as conclusões tiradas se baseiam em factos verdadeiros, pois sabe-se que qualquer pormenor (nível de combustível, afinações de motor, condições da pista) são elementos que afetam os registos alcançados, e por isso esta pré-época é sempre analisada face a dados que podem ser enganosos. Portanto só mesmo a qualificação de Melbourne trará respostas.
Os factos que não oferecem qualquer dúvida é que nesta segunda semana de testes a Ferrari colocou os seus dois pilotos na frente, cada um deles com um composto de pneus diferente e o terceiro, Nico Rosberg, foi o melhor no composto a ‘seguir’, o Macio. Portanto, que vai ser a Mercedes e a Ferrari a andar nas posições da frente, não há dúvidas. Elas só existem quanto à margem que as separa…
Os números dizem ainda que a Force India está mais perto da Williams, a Toro Rosso está bastante fiável e também rápida, a Red Bull está com algumas dificuldades de se chegar mais à frente, a McLaren já passou do meio da tabela (para cima) em termos de fiabilidade, as equipas do fundo do pelotão serão a Renault, Sauber, Manor e HAAS, não forçosamente por esta ordem. Faltam 14 dias para o início do Mundial de Fórmula 1, os dados estão lançados, mas estes vão continuar a ‘rolar’ até dia 19, dia da qualificação em Melbourne, e aí sim, não haverá dúvidas quanto a níveis de combustível, acertos de motor, etc. Estarão todos iguais, no máximo das suas possibilidades.










