A FPAK lançou na passada terça-feira um comunicado onde chamava a atenção e reforçava a titularidade dos Direitos de Imagem do desporto automóvel português pertencerem à Movielight. De imediato, um coro de vozes discordantes se elevou contra o conteúdo do comunicado, onde a FPAK sublinhava que “a recolha de imagens por pilotos, equipas ou quaisquer outras entidades, seja em que suporte ou meio de transmissão for, carece de autorização prévia, expressa e por escrito por parte da detentora dos direitos de imagem (Movielight)”.
Confrontando com o teor do comunicado, Pedro Falé, diretor da Movielight, começou por confirmar que “foi a Movielight que foi ter com a FPAK a pedir o comunicado porque as prevaricações estavam a exceder todos os limites do razoável, atropelando e a interferindo com o contrato que existe entre a FPAK e a Movielight”.
Indo mais ao fundo da questão Falé explica que “está a nascer um negócio paralelo que não é sério, nem muito menos lícito e que faz com que nós é que acabemos por investir e os outros é que acabem por tirar partido e isso não pode acontecer. O problema não está nos pilotos mas sim nas ‘pseudo-empresas’ que andam em redor do desporto automóvel e que vendem aos pilotos serviços, os quais usam imagens que não podem ser usadas sem a autorização da Movielight”.
De resto, Pedro Falé esclarece que “qualquer espectador pode fazer as imagens que quiser” e que “os problemas começam quando qualquer piloto mete no seu facebook ou no seu YouTube um vídeo que está assinado por uma empresa pois aí, está a prevaricar porque esse vídeo foi comprado para esse fim. No fundo, o piloto não pode fazer isso porque os direitos de imagem são da Movielight. Acho que chegou a hora destas situações terminarem porque assim não é negócio para ninguém, nem para a Movielight, nem para mais ninguém pois quem sai denegrido, no meu ponto de vista, é o desporto automóvel”.









