A polémica sobre a continuação da aceitação do Porsche 997 GT3 Cup no Campeonato Nacional de Ralis teve novos desenvolvimentos no último Rali de Mortágua, numa altura em que a FPAK não definiu ainda quais as regras desportivas e técnicas a aplicar no próximo ano.
Augusto Ramiro, o diretor da equipa ARC Sport, onde correm Ricardo Moura e Adruzilo Lopes, irá propor à FPAK que, “caso o Porsche 997 GT3 Cup continue a ser aceite no CNR de 2015, então seria justo liberalizar a regulamentação (visto a versão do Porsche que está a ser usada no CNR não ser a da FIA RGT) e permitir também os ‘R5 +’ (carros que têm mais 50 cavalos que o Fiesta R5), mas tendo sempre presente que isso vai fazer disparar os custos de um campeonato”.
Respondendo à ‘proposta’ da ARC, José Pedro Fontes não perdeu tempo a manifestar a sua opinião, sublinhando que “não concordo minimamente com essa ideia. A vantagem do Porsche é ser um carro relativamente barato que não pode correr em todos os ralis, nem ser competitivo em todos eles e que luta de igual para igual com os R5, como se viu na Madeira e agora em Mortágua. Nestas circunstâncias, não vejo por que se tenha que liberalizar o regulamento técnico pois se assim for, daqui a pouco estamos todos a correr de WRC, com custos insuportáveis e ganha quem tiver mais dinheiro!”.
A única certeza é mesmo que a polémica sobre a manutenção do Porsche 997 GT3 Cup no CNR está para durar.










