Por tudo isto, e apesar da corrida de Sepang ter tido um desfecho condicionado pelas circunstâncias, a verdade é que tudo aponta para um campeonato muito mais equilibrado que nos últimos anos.
Olhando para os números, os anos de 2010 e 2011 foram completamente condicionados pela maior competitividade dos Red Bull, e em qualquer das temporadas, somente oito pilotos passaram ‘efetivamente’ pelo comando dos Grandes Prémios de F1.
Se recuarmos a 2008 e 2009, a diferença para o biénio 2010/11 é abismal, com a época do título de Lewis Hamilton a ter nada mais nada menos que 15 líderes distintos. O domínio da Brawn GP em 2009 foi grande, mas ainda assim 13 pilotos passaram pela dianteira nos GPs.
Recuando no tempo, não se encontra outra temporada com tantos líderes como 2008, mas convém também lembrar que o número de corridas era menor. Por exemplo, 1992, ano louco da Williams, somente Nigel Mansell, Ayrton Senna, Gerhard Berger, Riccardo Patrese e Michael Schumacher passaram pelo comando, sendo esta a “pior” época desta contabilidade, a par de 1993 e 2000.
Como curiosidade, o único rosto que permanece nestas contas é o de Michael Schumacher, pois surge em 1992, permanece até 2006, ‘regressando’ o ano passado. Será que ainda vai vencer mais uma “corridinha”? Talvez, mas na primeira vez desde o seu regresso à F1 no início de 2010 que teve monolugar para vencer, foi completamente suplantado pelo seu companheiro de equipa. Meio segundo na qualificação e 6,2s em onze voltas de corrida.
De qualquer forma, bem vinda seja a Mercedes ao clube dos vencedores, e agora resta esperar que a Red Bull, Ferrari e Lotus melhorem, para se ter um época…épica.









