Depois de um primeiro dia tranquilo, um problema mecânico no Mitsubishi Lancer Evo IX no segundo dia de prova obrigou o piloto da Red Bull Rallye Team a desistir no arranque da segunda “especial”. Bernardo Sousa regressou esta manhã à competição no Rali da Grã-Bretanha, em Super Rali, acabando por terminar a prova na nona posição do PWRC.
Um problema mecânico na caixa de velocidades obrigou Bernardo Sousa a desistir numa altura em que ocupava a oitava posição na geral na Produção: “Foi um azar. Estava tudo a correr bem quando um problema na caixa de velocidades nos fez ficar na partida do segundo troço cronometrado do segundo dia”, explicou Bernardo.
‘Rookie’ do ano no PWRC
O terceiro e último dia do Rali da Grã-Bretanha, 8ª e última prova do Campeonato do Mundo de Ralis de Produção (P-WRC) foi positivo, apesar de um pouco agitado para Bernardo Sousa. O piloto da Red Bull Rallye Team, que ontem desistiu com um problema mecânico no Mitsubishi Lancer Evo IX e regressou hoje em Super Rali, teve um encontro imediato com dois cervos e um problema num pneu, mas isso não o impediu de encerrar a época no Top 10 do Mundial de Produção.
“Hoje foi um dia que não nos correu mal. Andámos sempre entre os seis, sete primeiros, mas infelizmente o 9º lugar final deixou-nos fora dos pontos e impediu-nos de melhorar a nossa classificação no Mundial”, refere o piloto madeirense, frisando que se não fosse o problema da véspera com a caixa de velocidades, que o impediu de completar a etapa, o resultado final teria muito provavelmente sido outro. “Acredito que poderíamos ter terminado nos cinco primeiros se não fosse o problema de ontem, mas obviamente que estou satisfeito com o facto de ter terminado a minha primeira época no Mundial no Top Ten e ter sido o melhor rookie do campeonato.”
Disputado sob condições atmosféricas muito adversas, o Rali da Grã-Bretanha foi um verdadeiro desafio para todos os participantes e, ainda mais para quem como Bernardo esteve afastado das competições cerca de três meses devido a uma lesão da qual ainda se encontra a recuperar. “Foi uma prova muito difícil. Com condições quase impraticáveis, com um piso de terra com gelo que ninguém estava à espera. Foi preciso muita concentração e uma boa leitura do terreno para perceber por onde o carro derraparia menos”, explica.










