O início da temporada 2011 do WRC tem dois possíveis pontos de vista: o do adepto e o do profissional. Para o adepto, o Rali da Suécia foi exatamente o que esperara para este ano, ou seja, incerteza até final quanto ao vencedor, vários líderes, vencedores de troços e incidentes q.b. e, claro, outro vencedor que não… Sébastien Loeb.
Já para o profissional, aquele que terá maior acesso à informação e que acompanha por dentro a modalidade, o Rali da Suécia foi, apenas, o Rali da Suécia, não sendo a imagem do que pode ser este Mundial de Ralis. A Autosport falou com dois dos pilotos nacionais com mais ralis no WRC: Armindo Araújo e Bernardo Sousa. Ambos acabam por ter (quase) a mesma opinião…
Para o atual bicampeão do Mundo de PWRC, a presente temporada tem muitos fatores que podem fazer desta época uma das melhores dos últimos anos, mas ainda é cedo para… prognósticos. “Penso que Sébastien Loeb continua a ser o alvo a bater, não nos iludamos. Os ralis de neve, como Suécia e Noruega, têm as suas características e não representam o WRC. Aliás, acredito que o Mundial deste ano se inicia, a sério, em Portugal e não no México, onde as altitudes mexem muito com as eletrónicas. Para além disto, penso que com a chegada das primeiras evoluções, a diferença entre oficiais e privados vai aumentar, tendo em conta o fator económico para quem pode e quem… não pode”, defendeu Armindo Araújo.
Concorrência ‘desleal’
Já Bernardo Sousa acredita que o tal fosso entre privados e oficiais até pode acontecer, mas não por uma questão económica. “Em jeito de brincadeira, diria que o que eu gostava era ver a Ford sempre a ganhar! Mais a sério, penso que o Rali da Suécia não é, de facto, uma amostra do Mundial de Ralis. Nos ralis de neve, os pilotos nórdicos, mesmo com carros inferiores, conseguem andar à frente de pilotos mais bem apetrechados”, recordou o madeirense.
O atual campeão nacional também acredita que o ‘tira-teimas’ será em Portugal, pois apesar de no México, Citroën e Ford fazerem jogo igual, “o facto de Petter Solberg, no ano passado, ter testado e ter dado essas informações à Citroën dá vantagem à equipa de Loeb, sobretudo no impacto da altitude nos motores. Em relação às evoluções, penso que não será tanto uma coisa económica, mas sim de concorrência. Por exemplo, acredito que o Petter poderá não receber as mesmas evoluções que Ogier e Loeb porque o Petter é capaz de os bater. O que não acontece com o Kimi Raikkonen ou mesmo na Ford”, explicou o piloto que este ano aposta forte no SWRC.











