“Acabámos de chegar, 11 horas de condução na areia e dunas estamos de rastos a mais de meio da especial 311 km saímos do percurso para vir de uma forma mais direta e acabámos por nos perder e fazer mais 200 km em areia e de noite pelo meio da Mauritânia, mais uma das muitas histórias que vamos ter para contar. A nossa primeira vez nas dunas da Mauritânia correu muito bem mesmo estamos a ganhar confiança, e agora ninguém nos pára até Dakar”, foi com estas palavras que Pedro Ribeiro e Sérgio Castro, os dois motards da Dream Rally Team, que representam as cores nacionais na prova das duas rodas no África Race, terminaram mais um dia na sua fabulosa aventura.
Com um passado ‘amador’, está é a primeira prova de competição para ambos, e logo num evento com 13 dias ao cronómetro. Partindo com o objetivo de “chegar a Dakar”, e aos comandos de duas Yamaha WR40F, o sonho continua no horizonte, já que os portugueses conseguiram cumprir com sucesso a primeira semana da prova, apesar de muitas contrariedades.
Antes do dia de descanso, Pedro Ribeiro era 20º classificado, com Sérgio Ribeiro a estar no 21º lugar. Mas os pilotos lusos cedo se depararam com as dificuldades do África Eco Race, quando, na segunda etapa, Pedro Ribeiro teve de parar a 10 km da meta, na sequência de uma queda em que foi ajudado pelo seu companheiro de equipa. Os pilotos acabaram por não concluir a etapa, sofrendo por isso uma penalização de duas horas. No dia seguinte, com “algumas quedas e desafios novos como as dunas de Merzouga”, Pedro Ribeiro teve problemas na sua Yamaha que os pilotos acabaram por resolver em prova. Mostrando sempre boa disposição e o verdadeiro ‘amor à camisola’ através de mensagens via Facebook, a dupla da Dream Rally Team afirmava: “a motivação está cá; a força ainda não sabemos onde a vamos encontrar, mas tudo se há de resolver”.
No final dos primeiros dias de competição, e com muitos quilómetros no ‘corpo’, “finalmente estamos a divertir-nos”, e, em jeito de brincadeira, “parece que nos saímos bem porque até nem fomos os últimos a chegar”, resultado que lhes permitia sonhar com o final da prova. Destaque ainda para o facto de a dupla portuguesa aliar esta sua experiência a causas solidárias, estando “a doar dinheiro a uma instituição (Casa dos Choupos Cooperativa CR), que apoia menores em situação de risco, com um valor a ser doado por cada quilómetro que se faça em competição. É uma parte social que também temos nesta aventura”, referiram.









