Não foi muito diferente dos outros anos, e mais uma vez só cerca de metade dos participantes terminou o Dakar. Dos 406 veículos que partiram de Buenos Aires e rumaram ao Chile e Bolívia, num périplo de 9.000 Km só 216 (53%) regressaram à meta, numa prova considerada a mais dura dos últimos anos. Basta recordar o que os motards passaram no salar de Uyuni, na Bolívia, ou as chuvadas que fizeram subir cursos de água. Terreno difícil, grandes alterações climáticas complicaram fortemente o evento. A categoria dos autos começou com 137 competidores e acabou com 68, tendo ficado pelo caminho, por exemplo o vencedor do ano passado, Nani Roma (MINI), Carlos Sainz, com o novo Peugeot, o impressionante Tom Coronel, que aguentou muito, mas não aguentou tudo, e também Yazeed al Rajhi, que durante muito tempo pareceu poder levar a sua Toyota ao pódio. Das 161 motos que arrancaram, chegaram 79 (49%). Entre os portugueses, só Mário Patrão desta feita não regressou à meta. Os quads foram a categoria com maior percentagem de abandonos, e entre eles, Ignacio Casale, vencedor do ano passado. Só 18 dos 45 concorrentes (40%) regressaram à casa de partida. Nos camiões, mais robustos, abandonaram 12 dos 63 que partiram.








