Se Sébastien Loeb tivesse mudado o motor depois do “shakedown”, domingo não teria festejado a 38ª vitória da sua carreira. Se Sébastien Loeb não tivesse uma equipa capaz de lhe transformar um motor gravemente “doente” num propulsor “à prova de bala”, domingo não teria chegado ao terceiro triunfo consecutivo em solo mexicano. Se Sébastien Loeb não tivesse visto Jari-Matti Latvala enfrentar problemas com o turbo do Ford Focus, domingo talvez não tivesse saísse do México no segundo lugar do Mundial. Ora, se Sébastien Loeb não fosse… Sébastien Loeb, talvez o mundo não fosse redondo!
Vitória da sorte ou triunfo do mérito? É esta a dúvida que assalta quem acompanhou o Rali do México, a primeira prova do ano disputada totalmente em pisos de terra, à qual não faltaram momentos quentes.
E o primeiro aconteceu ainda na véspera quando, de forma inesperada, o novo motor montado no C4 de Loeb (depois dos problemas enfrentados no Rali da Suécia) começou a mostrar fraca “saúde” no “shakedown”, obrigando a uma reunião de emergência no quartel-general da equipa Citroen Total que teve que tomar a decisão de partir com um novo motor, mas com cinco minutos de penalização, ou arriscar sair com o cronómetro “limpo” mas com a forte possibilidade do motor não aguentar o esforço das 20 especiais. Olivier Quesnel assinou o termo de responsabilidade da segunda opção que, no final do rali, acabou mesmo por confirmar-se ser a mais acertada e a única capaz de evitar que Loeb não terminasse a prova no… sexto lugar (a sua virtual a sua posição com cinco minutos de penalização)!










