Em 2018 o WTCR, além de nos ter dado uma competição completamente nova, que superou até as expectativas, permitiu ver por parte da Eurosport Events, promotor da taça do mundo de turismos, um esforço evidente de se modernizar e levar as corridas a mais pessoas.
A criação de conteúdos diferenciados e originais, a transmissão dos treinos, qualificação 1 e da primeira corrida via internet, e um melhor aproveitamento das redes sociais, permitiu que a popularidade do campeonato aumentasse e que atraísse mais jovens, o que é um dado importantíssimo nos dias de hoje, em que muitos consideram que o desporto motorizado é apenas apelativo para pessoas mais velhas.
No entanto a experiência da transmissão da primeira corrida via redes sociais não correu da melhor forma e o WTCR vai passar a ter as três corridas transmitidas via TV. No caso da Bélgica, França, Italia, Portugal, Espanha e EUA a qualificação 1 e a corrida 1 eram transmitidas através do site da Oscaro. Francois Ribeiro falou sobre os resultados do primeiro ano que levaram à tomada de decisão:
“A transmissão ao vivo do Facebook foi uma grande decepção. É muito difícil. O Facebook é um meio de comunicação, mas a melhor maneira de entender como funciona era experimentá-lo. Eu ouvi “Francois, se colocar isso no Facebook, terá um milhão de espectadores”. A verdade é que fizemos coisas muito criativas, com clipes com os pilotos, e continuaremos a fazer isso, mas a transmissão ao vivo não chegou nem perto das nossas expectativas, pelo que decidimos parar com isso”.
“Vamos continuar com os treinos e a qualificação, mas as três corridas vão voltar à transmissão linear, já que não posso explicar para as equipas, patrocinadores e fabricantes porque tenho que penalizá-los quando temos 50 milhões de espectadores por evento na TV para de seguida, dar-lhes um máximo de 100.000 ao vivo no Facebook. A partir de 2019, usaremos as redes sociais para a narrativa do campeonato, mas não as transmissões ao vivo. ”












