Foi anunciado o calendário 2024 do WEC e Autódromo Internacional do Algarve ficou de fora, depois de este ano ter recebido as 6h de Portimão. Paulo Pinheiro, responsável pela infraestrutura, explicou na transmissão do Eurosport os motivos da não vinda do campeonato do mundo de endurance.
Infelizmente, trata-se de diferença de argumentos financeiros. Há pistas que podem pagar muito mais que Portimão para receber o WEC e por isso, a saída da pista acontece com naturalidade, olhando à falta de apoios. Paulo Pinheiro deu o exemplo de Interlagos que vai pagar quatro vezes mais do que pagou Portimão para receber a prova. O AIA tem beneficiado das boas relações com o ACO que sabe que tem uma infraestrutura pronta para receber corridas de topo. Para relembrar isso, Paulo Pinheiro deixou claro que o AIA é pista de reserva para o campeonato e se algo acontecer a um dos traçados escolhidos para 2024, a pista portuguesa pode ser chamada a receber uma prova. Mas os motivos para a não vinda do WEC são simples: Portugal é um país pequeno, com pouca expressão no mercado automóvel e o AIA não tem apoios suficientes para poder pagar os “fees” exigidos para receber as grandes competições. Há condições, há experiencia e há qualidade… falta o que sempre faltou: dinheiro. No entanto, iremos receber duas corridas do ELMS, as duas rondas finais, com o AIA a ser escolhido como palco de substituição de Imola. Ainda vamos ter boas corridas no AIA este ano.












