Já não é um tema novo, mas a insistência poderá ser sinal de que a Glickenhaus pode mesmo sair do WEC no final do ano. O projeto da Scuderia Cameron Glickenhaus de fazer um Hypercar com custos controlados tem esbarrado com a falta de apoios. Os altos e baixos em pista refletem-se fora dela e o patrão da equipa voltou a ameaçar com a saída.
“Muitas pessoas aqui têm orçamentos ilimitados e fizeram grandes desenvolvimentos. Por isso, é uma curva de aprendizagem para nós. Estivemos melhor em Portimão do que em Sebring e Spa foi um passo em frente” disse, citado pelo endurance24.fr.
Gilckenhaus falou do BOP, um tema que é referido em surdina. Ninguém fala mas todos apontam o dedo às diferenças gritantes entre os Hypercar e os LMDh:
“O nosso objetivo é Le Mans, onde temos dois carros, penso eu, muito fiáveis. Na minha opinião, vamos fazer um bom trabalho, mas se o WEC não fizer nada… Viram os resultados em Portimão? Eles falam por si. Não quero comentar o BOP, mas se isto acontecer em Le Mans, serão as 24h de Le Mans mais aborrecidas em muitos anos e os fãs ficarão muito desapontados. Todos devem ter a oportunidade de competir e não me parece que seja esse o caso, especialmente para nós. A diferença entre os hypercars híbridos e os não híbridos é enorme. Veremos o que acontece. Gostaria de dizer que estou muito grato à Ferrari e à Porsche, que representam os carros com espírito IMSA, e à Peugeot e à Vanwall, que estão ao meu lado, para tentar mudar as coisas. Não sei se isso vai acontecer ou não, mas se não acontecer, Le Mans vai acabar muito em breve.”
Quanto à permanência no WEC, o cenário não é muito animador:
“Temos uma perspetiva diferente da maioria das pessoas. Fazêmo-lo porque gostamos de correr, porque queremos fazê-lo. Também o fazemos porque promove a nossa marca, vende os nossos carros de estrada e continuaremos a fazê-lo enquanto fizer sentido. Mas, a dada altura, se não fizer sentido, também não faz mal. Não sei o que o futuro nos trará, gostaríamos de continuar, mas tem de fazer sentido. E se não tivermos hipóteses, não temos razão para continuar! Há pessoas que nos queiram apoiar? Haverá alguma forma de arranjar dinheiro suficiente para fazer evoluir um carro realmente competitivo para o próximo ano? Será que nos vão deixar fazer isso? Se for para fazer mais um ano como este, não estaremos interessados. Qual é o objetivo? Estamos a fazer o nosso melhor. Não somos maus. Fomos fiáveis em Portimão e Spa, não cometemos erros, só não somos tão rápidos.”












