Após a convergência entre o Campeonato do Mundo de Resistência da FIA (WEC) e o Sportscar Championship da IMSA, que permite um construtor competir em ambas as competições com protótipos Le Mans Hypercars (LMH) e Le Mans Daytona Hybrid (LMDh), tendo em conta os interesses de todos os fabricantes envolvidos nas classes rainhas, a Porsche quer que se retire mais deste acordo entre as partes. Na ótica do construtor alemão, deve-se tentar uma solução com o mesmo regulamento para os dois maiores campeonatos de endurance do Mundo.
O que existe para já é uma convergência para os protótipos das classes Hypercar no WEC e GTP da IMSA. Enquanto os LMH os fabricantes podem desenvolver os seus próprios chassis e sistema híbrido, caminho tomado pela Peugeot, Toyota e Ferrari, os LMDh podem partilhar o sistema híbrido, entre outras opções, sendo um caminho mais económico, escolhido pela BMW, Porsche, Cadillac, Acura e no futuro próximo por Lamborghini e Alpine. Mas Thomas Laudenbach, responsável pela Porsche Motorsport pede mais para o futuro, para ser mais fácil competir nos dois campeonatos.
“A longo prazo, devemos pensar em combinar essas duas classes”, disse Laudenbach na antevisão das 24 Horas de Daytona, citado pelo Motorsport-Total. “É ótimo termos a convergência que nos permite competir com o mesmo carro no IMSA e no WEC. No entanto, isso significa que pelo menos no WEC, duas categorias têm que ser equilibradas. Isso torna muito mais difícil do que ter o mesmo regulamento para todos. A convergência só aconteceu quando esses regulamentos já estavam em vigor […]. A longo prazo, gostaria de deixar de ver as duas abordagens diferentes”.
Como solução, Laudenbach considera ser importante ter mais liberdade técnica e maior componente elétrica a partir do que é possível agora com os LMDh. “O próximo passo pode ser permitir mais liberdade, portanto, mais potência e capacidade de armazenamento para dar mais importância ao elétrico”.
O responsável da Porsche salientou o passo importante que pode ser dado nas competições de resistência neste aspeto. “Um dia, e certamente não será amanhã, podemos chegar ao ponto em que teremos que decidir se queremos usar veículos totalmente elétricos a bateria ou não. Claro, o ponto mais importante é a autonomia. É por isso que as corridas de resistência certamente não serão as primeiras completamente eletrificadas, mas agora temos híbridos e certamente podemos progredir no futuro. Talvez precisemos de um grande passo no futuro a longo prazo, nunca se sabe. Vamos ver até onde podemos chegar com esse sistema”, concluiu.










