Filipe Albuquerque é considerado um dos melhores pilotos da resistência mundial e já não precisa de provar nada a ninguém. A época 2022 foi madrasta, pois no IMSA o título escapou por entre os dedos e no WEC, a sua equipa nunca conseguiu encontrar soluções para fazer frente aos problemas que foram surgindo. A prova do Bahrein foi o espelho da época: Albuquerque arrancou bem, instalou-se na liderança e conseguiu uma vantagem considerável, mas o decorrer da prova acabou por dar apenas o sexto lugar.
Concluída a temporada, Filipe estava com um sentimento agridoce: “Esta corrida é o espelho de todas as anteriores. Começamos na frente, rodamos na frente e acabamos atrás. É um padrão que não me deixa nada confortável. Ainda bem que a época chegou ao final para que se possa fazer um ‘reset’ em tudo o que vivemos este ano e seguir em frente. Fim de um capítulo algo sombrio”, começou por referir o piloto português que não quis deixar de felicitar António Félix da Costa pelo título conseguido: “O António esteve muito bem e o título é merecido. Está de Parabéns. Felicitações de Campeão do Mundo para Campeão do Mundo. Que venham mais para Portugal”, disse Albuquerque, que conseguiu este mesmo título em 2020.
Agora, ao contrário do que seria de esperar, Filipe não vai ter tempo para férias, já que está focado na preparação da época 2023 no IMSA que arranca logo em janeiro com as 24h de Daytona, também um novo capítulo para o piloto de Coimbra, que tem tentado convencer a Honda a participar em Le Mans com o seu LMDh. Esperemos que essa pressão resulte.












