Para a estrutura belga da BMW M Team WRT, as ‘caseiras’ 6 Horas de Spa-Francorchamps acabaram por ser cruéis, principalmente com as desistências dos dois GT3, ‘vítimas’ de dois concorrentes da classe Hypercar.
Apesar das qualificações positivas na classe LMGT3, a corrida foi uma reviravolta completa. O pior para a estrutura belga aconteceu duas vezes na categoria LMGT3, com os carros BMW M4 GT3 n.º 46 e 31 a serem vítimas de incidentes em pista.
No caso do n.º46, de Ahmad Al Harthy, Maxime Martin e Valentino Rossi, o acidente deu-se quando o BMW M Hybrid V8 n.º 20 tocou no Porsche 963 n.º38 e este acabou por bater no GT3. Ambos os carros bateram nas proteções do circuito com danos significativos.
O último incidente para a WRT, envolvendo o carro n.º31, chegou mesmo a interromper a corrida durante mais de uma hora e 40 minutos, depois do Cadillac V-Series.R n.º2 de Earl Bamber bater com violência no BMW M4, pilotado por Sean Gelael. Felizmente, todos os pilotos saíram ilesos.
A desilusão para a WRT também se fez sentir na categoria Hypercar. Depois de uma exibição encorajadora em Imola, as aspirações eram altas para lutar por pontos mais uma vez. No entanto, a realidade revelou-se muito mais árdua do que o previsto, com os BMW M Hybrid V8s n.º 15 e n.º 20 a cruzarem a linha de chegada na 11.ª e 13.ª posições, respetivamente.
“Penso que temos algumas boas informações para levar connosco, mas é evidente que não podemos obter um bom resultado sem fazer uma corrida limpa e, infelizmente, não fizemos uma corrida limpa [nos Hypercar]. Temos de analisar as razões e melhorar”, disse Vincent Vosse, responsável da BMW M Team WRT. “Na LMGT3, foi uma pena ver todo o trabalho que desenvolvemos com o 31 e 46, e que não foi por culpa dos nossos pilotos. É difícil de engolir. Agora vamos ver o que podemos fazer em Le Mans para recuperar todos os pontos que perdemos aqui”.
Agora, as equipas do WEC avançam para o próximo desafio, as míticas 24 Horas de Le Mans.
Foto: Philippe NANCHINO












