24h Le Mans, Filipe Albuquerque: “Vamos estar na luta”

Por a 12 Junho 2019 11:00

Filipe Albuquerque regressa a Le Mans pela sexta vez. O piloto da United Autosport chega à mítica prova francesa optimista e com vontade de finalmente subir ao pódio.

O piloto de Coimbra falou com o AutoSport e fez o balanço do Pré-Teste e a antevisão da prova:

“Foi um teste bastante positivo. Há muitos carros com muito bons pilotos. Depois há a questão dos Silver que não têm tanto andamento e que podem fazer a diferença. Creio que temos carro para estar entre os oito primeiros. É difícil ao certo fazer uma previsão da nossa posição teórica porque está tudo muito próximo.”

Na parte da manhã [do Pré Teste] fui o mais rápido, à tarde não meti pneus novos e preferimos dar os novos ao Phill Hansen para ele ganhar mais confiança. Acho que não iria fazer a volta mais rápida de qualquer forma mas não estamos muito longe. E depois há sempre a questão da quantidade de combustível que os carros tinham e a volta mais rápida foi feita com pouco combustível no carro enquanto a minha melhor volta foi de manhã com o tanque cheio. A pista de tarde melhorou, mas ainda assim estava longe dos tempos que fizemos no ano passado pois estava muito quente. Há muitas questões que só esclareceremos quando os carros meterem pouca gasolina e pneus novos. E claro há também a questão do trânsito.”

Filipe Albuquerque mostrou-se confiante e as diferenças na tabela de tempos não assustaram:

Estamos em sintonia na equipa e o Paul di Resta é como eu, não temos necessidade de mostrar trabalho que fazemos. O nosso tempo foi feito de manhã e sabemos o que temos no bolso e o que podemos fazer. A diferença da manhã para a tarde é grande mas não estou nada preocupado.”

No ano passado Albuquerque correu de Dunlop e este ano irá usar borrachas da Michelin, que considera ser a melhor opção, embora não tenha sentido muitas diferenças no Pré-Teste:

“O Panis Barthez está com os Dunlop e não espero que estejam próximo do nosso andamento. Estranhamente não senti grandes diferenças no andamento que tive agora com os Michelin em comparação com os Dunlop. Ao nivel de comportamento do carro não senti grandes alterações mas temos sempre de recordar que a pista este ano estava muito mais quente. Lembro-me que no ano passado de manhã tinha feito 30,0 e este ano fiz 32,2 e foi o melhor registo. ”

Apesar do óbvio domínio dos Oreca, o piloto luso acredita que pode levar o seu Ligier a um bom resultado:

“Eu acho que vou poder estar na luta com os Oreca. Se eles encontrarem a afinação ideal, não vou ter hipótese, mas como estamos a falar de Le Mans, muita coisa pode acontecer, desde decisões estratégicas, falhas mecânicas entre outros. Mesmo contra eles creio que temos uma hipótese, mas teremos de fazer uma corrida perfeita. Há vários Orecas que provavelmente estarão a nossa frente na qualificação, mas não os vejo a terminar à nossa frente, ou pela falta de experiência da equipa, ou até dos pilotos que podem ser rápidos mas são inexperientes e podem ser apanhados numa ratoeira. Claro que também nos podemos ser apanhados nessas ratoeiras, mas as probabilidades são muito menores.”

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