Filipe Albuquerque mal teve tempo para descansar alguns dias em casa depois das 12 Horas de Sebring e foi ao Circuito Paul Ricard para os testes oficiais do WEC, ao volante do Ligier JS P2 da RGR Sport by Morand.
Depois de um primeiro contacto com o carro francês na Motorland Aragón, o piloto português prosseguiu o trabalho em Le Castellet, explicando que “estou a conhecer um carro novo e a adaptar-me a trabalhar com esta equipa, mas tenho a vantagem de ter referências na pista da minha experiência anterior com o Gibson LMP2 e com o Audi LMP1. O Ligier é um carro com uma dianteira surpreendentemente boa, mas agora temos que trabalhar na tendência subviradora causada pela traseira”.
A equipa Morand raramente tem tido projetos para discutir o título LMP2 em anos anteriores, mas “a Morand só precisava de um bom ponto de partida para mostrar o que pode fazer. De resto, na equipa técnica, o engenheiro vem da Onroak, que constrói os Ligier, pelo que temos muito apoio de fábrica”. Com Bruno Senna e Ricardo González, Albuquerque está numa das triplas de pilotos mais competitiva para o WEC, afirmando que “o González é um piloto muito bom, um dos gentlemen drivers mais rápidos. Mas há uma concorrência feroz entre os pilotos silver, como o Roman Rusinov”.
Albuquerque vai ter um ano cheio este ano, pois além do Tequila Patrón NAEC e do WEC, também vai participar na Blancpain Endurance Series, o que o vai obrigar a “fazer a divisão de tempo corrida a corrida. Quando chego a casa já tenho que ter o relatório todo feito, porque já estou quase a pensar na próxima corrida. Vai ser ano um muito ocupado, exigente para mim e para a minha família”. Saltar entre dois protótipos e um GT, não vai ser fácil, mas Albuquerque está ansioso por “ver o andamento do novo Audi R8 em corrida. Já o guiei, mas mudou bastante desde a última vez”.











