Mais uma vez Filipe Albuquerque pode estar longe da discussão pela vitória, e até de um bom resultado, nas 24 Horas de Le Mans, depois do acidente sofrido por Frederik Lubin, seu companheiro de equipa no Oreca nº22 da United Autosports.
“Estou para lá de chateado. Isto não é andar rápido, é sobreviver, especialmente com a chuva, e não cometer erros. Colocamos o piloto Silver mais cedo, porque estavam a acontecer várias bandeiras amarelas. Foi apanhado pelo excesso de pista”, explicou o piloto luso durante a transmissão portuguesa do Eurosport.
“No ano passado quando batemos e o carro estava depois 1 segundo mais lento, mas dava para andar. Não recuperamos, no entanto este ano com as bandeiras amarelas dá para recuperar, se tivermos ali algumas voltas sem problemas”, disse Albuquerque, mas admite que “em condições normais estamos fora da corrida”.
Azarado em Le Mans e fora da classe principal do Campeonato do Mundo de Resistência (WEC) quando nos EUA compete pela vitória à geral, Filipe Albuquerque salientou que “assinei com o único construtor [do IMSA] que não está em Le Mans, são vicissitudes […], a United [Autosports] também é boa, mas as coisas têm de se alinhar para tudo correr bem no local certo, à hora certa. E não podemos falhar quando temos as oportunidades nas mãos”.
O piloto luso ainda confidenciou, com frustração percetível na sua voz, que “Le Mans pode ser cruel”.
Foto: Philippe NANCHINO/ MPSA












