O trabalho para Le Mans exige sempre atenção ao detalhe, mas a afinação de base do Oreca #22 da United de Filipe Albuquerque dá confiança à tripulação que chega a La Sarthe com um carro competitivo:
“Vão ser sempre necessárias algumas mudanças e adaptar. Mas o maior trabalho para Le Mans é simplesmente perceber como o pneu funciona no seu melhor e isso faz com que o estilo de condução nos stints todos seja um pouco diferente. Eu preferia que não houvesse o Pré-Teste, pois nós estamos muito contentes com o nosso set up e quanto menos os outros andarem, melhor. Creio que estamos muito mais próximos do limite do que os outros. O Pré-Teste vai ser bom para o Fábio Scherer conhecer a pista e chegar ao seu limite. Mas vão ser pequenos ajustes que já estamos mais que habituados a fazer, portanto não estou preocupado e tenho a convicção que estamos no caminho certo. Monza foi uma pista muito boa de fazer antes de Le Mans, com o mesmo pacote aerodinâmico, as mesmas relações de caixa e entender como o carro sai das curvas em termos de tração. Foi um excelente teste de preparação para a grande prova.”
Com os carros mais pesados, com menos potência e com pneus diferentes, os tempos por volta vão ser necessariamente diferentes em relação ao ano passado, mas não é algo que interesse ao Filipe, que quando entra no carro, tem sempre o objetivo de tirar o máximo do material que tem em mãos:
“Não olho muito para as previsões do tempo, limito-me a sentar no carro e tirar o máximo dele. Ainda agora em Monza aconteceu algo que reflete isso. A equipa fez o ELMS com o kit de máximo apoio aerodinâmico. Eles tinham-se qualificado em segundo, a quatro décimos da pole, mas contentes com o andamento mostrado na altura. Eu entrei para a pista e as primeiras voltas foram muito boas. E o meu engenheiro ficou surpreendido porque já não andava no carro desde Spa e comecei logo a liderar a tabela. Mas eu disse-lhe que honestamente estava apenas a adaptar-me ao carro e que ainda havia muito para tirar e ele achou piada à situação. Isto para mostrar que independentemente das previsões, vou para a pista para dar o meu melhor, digo o que me falta e quanto temos ainda no bolso. Ainda em Monza pedi desculpa à equipa pelo erro que cometi na segunda Lesmo que nos custou a pole, mas vimos também o copo meio cheio, pois mesmo com um erro, falhei a pole por três centésimos, o que é inacreditável. Oiço as previsões, mas depois vou no meu feeling.”












