Quando uma marca perde uma corrida de 24 Horas por 37.897s, percebe-se que a decisão se deu nos detalhes, mas tendo em conta que os homens da Porsche eram favoritos a vencer, a frustração dos pilotos e responsáveis dos carros alemães é grande ao ponto de acusarem os seus adversários da Ferrari e da Toyota de ‘sandbagging’, um termo que se refere ao ato de um piloto ou equipa que deliberadamente realiza tempos mais lentos do que o carro é capaz de alcançar, com o objetivo de enganar os rivais sobre a velocidade real do carro.
Para o fazer, há várias formas, desde usar configurações de motor mais fracas, pneus mais duros ou simplesmente não conduzir tão depressa.
É isso que os homens da Porsche alegam, mas a verdade é que a Porsche perdeu as 24 Horas de Le Mans de 2024 para a Ferrari por várias razões: Kevin Estre e Michael Christensen alegam ‘sandbaging’ durante os testes e a qualificação, sim, mas os seus responsáveis revelaram que o Porsche 963 LMDh teve falta de velocidade máxima, pouco, apenas 2 ou 3 km/h, mas que em retas como as Hunaudières tem impacto no resultado, como fica bem provado quando se termina uma corrida de 24 Horas a 37.897s do vencedor.
Claro que também houve erros estratégicos, pois o mais difícil era não os cometer, tantas vezes as condições se alteraram, tornando virtualmente impossível estar sempre do lado certo da decisão.
Ao fim ao cabo, tudo de decidiu na fase final da corrida e a Porsche não conseguiu ser consistente nas últimas horas, enquanto a Ferrari e a Toyota melhor capacidade.
Os pilotos da Porsche dizem que andaram a fundo desde o primeiro, alegando que a Ferrari e a Toyota não o fizeram.
FOTO António Borga










