A estrutura com bandeira portuguesa começou o ano da pior forma. Com a invasão russa à Ucrânia e as resultantes sanções da FIA a pilotos russos, a G-Drive deixou a competição, deixando a Algarve Pro Racing no limbo. Mas, mais uma vez, a equipa sediada no sul de Portugal encontrou forma de continuar a competir e apresentou-se em Le Mans com dois carros que terminaram a edição 90 das 24 Horas de Le Mans com sortes distintas.
A tripulação do Oreca #45 (Steven Thomas/James Allen/Rene Binder) conquistou a vitória entre a categoria LMP2 Pro-Am (15º lugar da classificação geral), batendo o Oreca #24 da Nielsen Racing (Matt Bell/Ben Hanley/Rodrigo Sales) e o Oreca #3 da DKR Engineering (Alexandre Cougnaud/Jean Glorieux/Laurents Hörr). O #45 partiu do fundo do pelotão, tendo falhado a qualificação, enquanto a Algarve Pro Racing reconstruiu o Oreca depois de um forte embate durante o segundo treino livre. A vitória ganha uma importância ainda maior.
Foi a quinta participação de James Allen em Le Mans e já contava com um pódio em LMP2 (2021) enquanto Binder visitou pela quarta vez La Sarthe. Steven Thomas tem-se evidenciado no IMSA, mas realizou a sua primeira corrida no WEC em Le Mans (competiu no Le Mans Cup em LMP3).
No carro 47 (Sophia Flörsch/John Falb/Jack Aitken) as coisas não correram como ao #45. Com a piloto alemã a iniciar a corrida, logo após a ordem de partida o carro teve de completar a primeira volta muito lentamente, parando na garagem da equipa no final da volta 1. Os mecânicos necessitaram de substituir um componente da caixa de velocidades do carro que voltou à pista com muito atraso para o líder da classe. Não foram além do 26º posto entre os LMP2.









