Olhando para o WEC, pode-se dizer que na United, a música com Filipe Albuquerque é uma, sem Albuquerque é outra. Com o piloto português em cena, a equipa venceu as duas corridas em que participou, mas sem o português, os resultados não foram tão positivos, algo que o piloto não sabe explicar:
“Sim, é um facto que quando estive no carro as coisas correram bem. Em Spa tivemos um fim de semana dominador, em Monza também, embora a WRT estivesse com um excelente andamento, que foi prejudicado por um erro estratégico. Não sei qual é a diferença quando eu estou e quando não estou. Talvez a minha experiência com a United e com o meu engenheiro faz com que as coisas fluam muito melhor e muito mais naturalmente. Ele sabe o que eu gosto, o que não tolero no carro, o que eu acho que faz o carro mais lento e quando reunimos tudo, as coisas correm bem. Não sei o que se passou ao certo em Portimão, o que eu sei é que o carro é ótimo e estamos com um set up espetacular agora com os Goodyear, o que no início nos causou algum receio por trocarmos de pneus. Mas para já as coisas estão a correr muito bem.”
Estas variações exibicionais não preocupam minimamente para Le Mans e a confiança está em alta:
“Sei exatamente o que esperar da minha equipa, dos meus colegas de equipa e do meu engenheiro. Claro que sigo o que se passa quando não estou e pergunto o que se passa e se precisam de ajuda, mas neste momento estou super confiante e quando estou no carro faço o que sei fazer, as coisas têm corrido bem e estatisticamente tem sido inacreditável. Nem me apercebi disso, mas disseram-me que nas últimas sete corridas, venci seis, o que é incrível, mas não penso muito nisso e foco-me sempre na próxima prova.”
O WEC reúne alguns dos melhores pilotos do mundo, um deles, Nyck de Vries, que tem sido associado a um lugar na F1. Albuquerque ja enfrentou o jovem neerlandês várias vezes e quase sempre com vantagem para o piloto luso:
“Achei engraçado nestes dias ver o Nyck de Vries estar a ser associado à F1. Temos grandes pilotos no WEC como o Stoffel Vandoorne e o António [Félix da Costa], mas vou falar do De Vries com quem tenho tido muitas lutas nos cronometrados no ELMS e no WEC, e tenho levado vantagem na maioria dos confrontos. E isso deixa-me muito contente ver um piloto de grande qualidade ser associado à F1, com quem tenho lutado muitas vezes e tenho levado a melhor. No meu caso já não faz sentido falar de F1, são águas passadas, mas fico contente por ver estas avaliações e ver que tenho conseguido ter sucesso com um piloto que é de grande qualidade e que merece claramente estar na F1, ele como muitos outros.”











