Rafael Lobato venceu a ‘sua’ corrida do CNVT, triunfando novamente em casa, agora na ‘era’ dos TCR. Como se pode calcular, para um piloto, vencer é bom mas quando se faz isso na ‘sua’ cidade, que é do interior do país, o feito ganha ainda maior expressão e por isso o contentamento do piloto era grande: “Apesar de serem carros diferentes, o gosto de vencer é sempre o mesmo. Gosto bastante de andar nesta pista, este ano está bastante melhor do que no ano passado, sem dúvida um piloto quer andar sempre mais, aquela meia hora de corrida para mim não chega, por mim andava a tarde toda lá dentro, de facto este ano adorei bastante a pista, a nova chicane, finalmente acertaram, é gira de se fazer e é rápida” começou por dizer o jovem Lobato, que está muito feliz com o apoio do público: “O carinho do público é sempre o habitual aqui em Vila Real, tanto que na pista damos conta que as pessoas se levantam quando passamos, é sem dúvida um grande orgulho correr e vencer em Vila Real”, referiu.
Mas nesta pista é complicada para ultrapassar, quase só com erros de quem segue à nossa frente: “Penso que seja difícil fazer mais alguma coisa na pista pois iria envolver muitas infraestruturas e mais gastos. Mas a verdade é que o resto dos campeonatos para lá do WTCC, as coisas são diferentes. No CNV, nos Clássicos, Legends, há ultrapassagens… podem não ser muitas, pois os andamentos são parecidos e os pilotos também se sabem defender, mas veja-se por exemplo na primeira corrida do WTCC houve apenas uma ultrapassagem. Eu não queria dizer que a culpa é deles, mas se calhar poderiam tentar arriscar mais qualquer coisa. Portanto a culpa se calhar não é só da pista…”
Jovem Adulto
Rafael Lobato já há algum tempo que vence corridas do nosso campeonato principal de velocidade, mas a verdade é que ainda é um jovem: “Tenho 18 anos, já dez de carreira, tenho evoluído bastante ao longo deste tempo, tenho ganho várias corridas, vários campeonatos, evoluído de forma bastante positiva e gradual, nos vários carros que tenho guiado e quanto ao futuro, é o habitual, tentamos sempre ir o mais longe possível e o meu objetivo é ir lá para fora, e tornar-me piloto profissional, só que para chegar à fase de piloto profissional antes é preciso chegar lá e ‘chegar lá’ envolve muito dinheiro, são precisos patrocinadores, para tentar fazer carreira lá fora” explicou o jovem Lobato.
E quanto ao futuro?
“Não sou muito esquisito, a nível de carros, o ano passado andei nos protótipos, GTs nunca andei, também seria uma boa experiência, em turismos, aparentemente, parece que me estou a dar bem, falta ainda habituar-me melhor ao peso do carro, mas está tudo a correr bem, não consigo escolher uma, gosto de vários tipos de carros” concluiu.









