24 Horas de Le Mans: Uma volta a La Sarthe com João Barbosa

Por a 10 Junho 2015 10:02

João Barbosa é um dos pilotos portugueses com mais participações nas 24 Horas de Le Mans e está de regresso este ano. Veja como faz uma volta ao traçado de La Sarthe

Le Mans continua a ser uma prova inesquecível para João Barbosa, que continua a considerar “um circuito mítico e uma das provas mais importantes do mundo”. No geral, o piloto do Porto aponta para as “características únicas da pista como um enorme desafio. Põe os pilotos à prova, pois chegamos a velocidades que não se atingem noutras pistas”. A zona da pista onde Barbosa gosta de ver as suas capacidades postas à prova é “no encadeamento de curvas que vai da Indianapolis à Porsche. É uma zona muito rápida, onde se atingem grandes velocidades, que dão um prazer enorme. É uma zona onde temos que estar 100% atentos, qualquer passagem exagerada no corretor pode ditar um grande acidente, porque os rails estão muito perto”.

Com o passar das horas, o tráfego torna-se um obstáculo constante, que em certas condições se torna um verdadeiro problema, a partir da hora em que o sol se começa a pôr, a visibilidade reduz-se, mas Barbosa acredita que “nessas alturas a visibilidade é muito complicada. Torna-se difícil de ver, mas só dura meia hora até cair para trás das árvores, e afeta mais na zona da curva Indianapolis. À noite é ainda mais complicado, porque é mais difícil medir as distâncias para os outros carros só pelas luzes. Além do mais, os carros mais rápidos fazem sinais, o que encandeia os outros pilotos, e ainda dificulta mais a vida para todos”.

Para quem vê a pista de fora, as chicanes na reta Mulsanne podem ser uma aberração, principalmente para quem tem maior consciência histórica, mas, como piloto, João Barbosa não vê um problema. Para ele, “não há nenhuma parte desinteressante na pista. Também existe algum desafio em fazer bem as chicanes, porque temos ali uma quebra de ritmo, em que podemos cometer um erro, se entrarmos demasiado depressa, arriscamos a sair com lentidão e perdemos alguns segundos no resto da reta”.

Estas retas são uma das razões porque o circuito, apesar de longo é fácil de decorar. “O que é mais difícil, mesmo depois de se decorar a pista”, explica o piloto, “é explorar os limites. Também existem alguns truques, não muitos, para não se perder tempo, como tentar entrar no ritmo na volta de saída, após trocar de pneus. É importantíssimo fazer uma boa escolha de pneus, já que uma vez, com o safety car, perdi um controlo numa aceleração e fiz um pião, porque era impossível manter os pneus à temperatura”. Barbosa também avisa para ter muito cuidado com a chuva, adiantando que “os protótipos estão muito próximo do solo e é muito fácil entrar em aquaplanning. Quando corri lá em 2004, estava a chover torrencialmente e até os GT passavam por mim”.

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