A Opel, antecipando a estreia mundial no salão de Paris, no dia 12, apresentou a decoração definitiva do GSE 27FE, o monolugar elétrico com que se estreia como equipa de fábrica na próxima temporada no Mundial de Fórmula E, que mantém o início marcado para o fim de semana de 18 e 19 de dezembro, em Jeddah, Arábia Saudita, independentemente da situação de instabilidade no Médio Oriente. Para a entrada na competição, a formação alemã contratou o neozelandês Mitch Evans e o francês Théo Pourchaire.
O construtor de Rüsselsheim escolheu o preto, a prata e o amarelo GSE para criar decoração que pretende associar a herança desportiva da Opel à nova geração da competição elétrica. No desenho destacam-se as “Lightspeed Stripes”, grafismos pixelizados inspirados nos fluxos de energia, dados e “software” importantes para o funcionamento de um Fórmula E.
Faixa central em prata metálica percorre longitudinalmente o monolugar. Trata-seda “espinha dorsal” visual da decoração, enquanto o amarelo da GSE tem o papel de elemento de identificação imediata da equipa.A Opel, na nova decoração, tem referências aalguns dos modelos mais conhecidos da sua história nacompetição automóvel, reinterpretadas para a era elétrica. A assinatura Designed in Germany ou a identificação Opel GSE 27FE apresentam-se inscritas de forma mais discreta na carroçaria.
A linguagem gráfica utilizada no Fórmula E prolonga o trabalho iniciado em 2025 com o Mokka GSE Rally, reforçando a intenção da marca de transformar GSE na assinatura dos seus modelos elétricos de maiores prestações.
Mitch Evans e Théo Pourchaire
Mitch Evans, neozelandês de 32 anos ex-companheiro de equipa de António Félix da Costa na Jaguar TCS Racing (o recordista de vitórias no Mundial de Fórmula E: 16), e Théo Pourchaire, o francês de 23 anos campeão da Fórmula 2 em 2023, são a dupla titular da Opel na temporada de estreia no campeonato. E Sophia Flörsch, alemã de 25 anos, desempenha a função de piloto de testes e desenvolvimento.
Evans aprovou a decoração do GSE 27FE, destacando a evolução relativamente à imagem utilizada nos testes de desenvolvimento e, em particular, a introdução do prateado, que confere ao monolugar uma imagem mais agressiva e sofisticada. A Opel, após o anúncio da entrada no campeonato, em março, tem realizado testes privados, trabalho de simulador e ensaios em banco. O próximo passo no plano é a participação na semana oficial de testes coletivos, programada para a semana de 16 a 20 de novembro, no Circuito de Jarama, em Madrid, Espanha.
GEN4 muda quase tudo
Esta estreia da Opel no Mundial de Fórmula E coincide com o início da era GEN4, a que representa a maior transformação técnica desde a criação da categoria.A potência máxima utilizada em corrida aumenta dos 300 kW do GEN3 Evo para 450 kW, o equivalente a cerca de 612 cv. Nas qualificações e durante as ativações do Attack Mode, o valor sobe para 600 kW, aproximadamente 816 cv, “contra” os 350 kW disponíveis anteriormente.
E a tração integral também ganha protagonismo.No GEN3 Evo, o motor dianteiro transmitia potência às rodas só em situações muito específicas, nomeadamente nas partidas e durante a utilização do Attack Mode. No GEN4, o sistema de quatro rodas motrizes apresenta-se disponível em permanência. E a capacidade máxima de regeneração aumenta de 600 para 700 kW, fazendo da recuperação de energia uma componente ainda mais determinante na gestão das corridas – mais de 40% da energia utilizada num ePrix é recuperada durante as fases de desaceleração e travagem.
Por fim, a energia disponível aumenta cerca de 43%, atingindo um máximo de 55 kWh, o que permite combinar o crescimento significativo da potência com maior liberdade estratégica. As prestações acompanham este salto técnico. A Fórmula E, para o novo monolugar, anuncia uma velocidade máxima superior a 335 km/h,arranque 0-100 km/h em 1,8 s e aceleração 0-200 km/h em apenas 4,4 s.
Comparado com o GEN3 Evo, o GEN4 também é maior e mais pesado. Este carro mede 5,54 m de comprimento e 3,08 m entre eixos, e tem, sem o piloto, cerca de 954 kg.
Duas configurações aerodinâmicas
Outra das mudanças introduzidas pela Fórmula Eé na aerodinâmica. Nos GEN4, duas configurações:uma privilegia maior carga e mais velocidade em curva; outra reduz a resistência ao avanço e favorece a eficiência e a velocidade máxima. Esta possibilidade acompanha as alterações no formato das corridas (anunciam-se 21 em 13 localizações).
Nos fins de semana, com duas corridas (oito em 13), corridas com características diferentes para exploração tanto das duas configurações dos monolugares como das estratégias de gestão da energia.A nova geração aprofunda a utilização do Pit Boost,paragem nas boxes para carregamentos ultrarrápidos das baterias – atinge 600 kW e, durante 30 segundos,permite ganhar cerca de 3,85 kWh, ação que cria outra variável estratégica para equipas e pilotos.
De resto, até os pneus do GEN4 também são novos, com a Bridgestone em vez da Hankook como fornecedora da Fórmula E.A competição abandona o conceito de pneu único, independentemente das condições, e introduz opções diferenciadas para piso seco (Potenza GEN4) e situações de chuva intensa (Typhoon).
Mais potência, mas também mais eficiência
A Fórmula E, apesar do aumento expressivo da potência e das “performances” do monolugar elétrico,mantém a eficiência energética no centro do conceito técnico do campeonato. E é essa dualidade que a Opel procura representar na decoração do GSE 27FE.
O desafio para as equipas não é só utilizar os 600 kW, mas decidir como e quando gastar energia, quanto e como recuperar e de que forma explorar a tração integral, sistema que altera muito o comportamento dos carros.A eletrónica, o “software”, a distribuição de binário e a eficiência da cadeia cinemática ganham importância.
Um novo ciclo regulamentar representa oportunidades e riscos. Todas as equipas estreiam bases técnicas e o nível de complexidade aumenta consideravelmente.
Esta participação no Mundial integra a estratégia da Opel para a GSE, designação utilizada pela marca alemã para os seus automóveis elétricos mais potentes e de melhores “performances”.E, assim, depois do Mokka GSE Rally (2025), o primeiro automóvel desenvolvido de acordo com o novo regulamento FIA eRally5, aventura nova – e muito mais ambiciosa e exigente!









