Miguel Ramos inicia-se no GT Open com muitas novidades. Terá ao seu dispor um carro, novo, numa estrutura nova, mas a ambição é a do costume:
“Espero estar no topo da tabela. Este ano vai ser muito competitivo, tal como foi no ano passado. No ano passado corri nos Pro Am e não venci o campeonato na última prova, que correu mal, apesar de ter feito o maior numero de pontos no campeonato. Como temos de abdicar de um resultado, fiquei com o mesmo número de pontos do meu adversário direto e o critério de desempate é o nº de vitórias. Este ano a equipa quer que eu corra em Pro, porque vai ter em Pro Am o carro que venceu no ano passado e não querem dois carros a competir na mesma classe. Por isso o desafio é mais difícil, pois o campeonato está recheado de equipas fortes, como os McLaren da Teo Martin, com os Lamborghini de uma equipa oficial e pilotos pagos pela marca, por isso é um desafio constante. O campeonato Pro agora estão cheio de pilotos profissionais que fazem disto vida e o desafio é mais exigente mas quanto maior a dificuldade mais me divirto.”
As sensações que teve ao volante do seu novo carro, o AMG GT3 foram positivas e o piloto gostou da nova máquina:
“Gostei do carro. Achei o Mercedes um carro top, mais fácil de guiar. Em termos de performance em pista, são todos equivalentes porque o sistema de BoP coloca os carros a fazer mais ou menos o mesmo tempo por volta. O Mercedes é um carro diferente em relação ao Lamborghini e direi que é mais fácil de guiar e permite mais erros. Um tem o motor à frente e é subvirador, outro tem o motor atrás e tem uma traseira muito instável, há diferenças a nível da aerodinâmica, a nível do torque… é tudo diferente. Tenho-me de adaptar a um e a outro e mudar o chip de acordo com cada carro [Ramos compete no Blancpain com um Lamborghini] mas é mais um desafio que me diverte muito.”
O piloto português explicou os motivos da troca de carro para 2019:
“Eu tinha vontade de experimentar outro carro e foi isso que me levou a assinar com a Mercedes. Estive também a analisar o McLaren da Teo Martin, entre outras oportunidades, mas como queria mudar de carro e ter uma experiência diferente. Escolhi esta equipa, que no fundo foram os meus concorrentes diretos no ano passado, mas apesar disso houve sempre um tratamento super amistoso e achei que valeria a pena juntar-me a eles. Farei o campeonato com o meu colega de equipa do ano passado, o Fabrizio Crestani, o que é bom pois estamos muito habituados a trabalhar juntos. No ano passado como corremos juntos no GT Open e no Blancpain conhecemo-nos muito bem. Há muita coisa nova, mas o meu colega é o mesmo e isso é uma vantagem importantíssima, para nos ajustarmos ao carro e percebermos como fazer a afinação e à preparação das corridas e este entrosamento é fundamental.”
“Eu gostava de ter conseguido andar com o McLaren, com o Álvaro [Parente] e na Teo Martin, como fizemos quando vencemos o campeonato. Infelizmente não deu para viabilizar o projeto, a equipa também tinha outros pilotos e outras propostas e seguiu o seu caminho. Mas a minha ambição era essa, correr com o McLaren e com o Álvaro, era algo que adoraria voltar a fazer e se calhar um dia farei, pois gosto muito do Álvaro.”












