Ingrata. Assim se pode adjetivar a noite de Sebring para Filipe Albuquerque. Depois de uma corrida de alto nível, um incidente com os dois Porsches tirou o português da rota para a vitória que parecia ao alcance. O andamento e a competitividade do Acura #10 assim o indicava. Ficou o susto e a desilusão pelo resultado que podia ter sido bem melhor que o quarto:
“Foi uma corrida muito intensa ao longo das 12 horas. O carro estava muito bom e acho que o tempo que estive ao volante estive sempre na frente. Levámos uma penalização por excesso de velocidade nas boxes, mas nem isso nos roubou o objetivo, porque recuperámos sempre o tempo perdido. A última paragem nas boxes, não foi das melhores e regressei à pista em terceiro”, começou por explicar.
“O pior estava então para vir. Recuperei para segundo e só a vitória nos interessava. E na primeira oportunidade procurei o primeiro lugar. Naquele momento estávamos a ultrapassar os carros mais lentos, fui agressivo na ultrapassagem ao Porsche e ele não me viu quando me coloquei ao lado dele e bateu-me de lado duas vezes e não consegui evitar o acidente. Apesar dos embates fortes, estou bem fisicamente e isso é o mais importante. Foi pena a corrida ter terminado assim, mas o IMSA é isto, imprevisível e no limite e desta vez não correu bem para os três da frente. Agora é ficar focado na próxima e voltar a dar tudo em pista”, concluiu Filipe Albuquerque.










