Henrique Chaves começa uma nova aventura este fim de semana com a estreia no GT World Challenge Europe Endurance, em Monza. O piloto falou ao AutoSport e deu-nos as primeiras sensações da sua nova máquina, o Lamborghini Huracán GT3 da Barwell Motorsport:
“As primeiras sensações com o Lamborghini foram boas. O campeonato é completamente diferente do GT Open, são 44 carros em pista o que torna tudo muito mais complicado, pois nem sempre encontramos o espaço que queremos na pista, há muitas bandeiras vermelhas e como tal não é fácil conseguirmos fazer uma volta limpa. Temos que nos adaptar e temos de ter a noção que precisamos de um bocado mais de sorte para evitar esse problemas, comparando por exemplo com um campeonato de Sprint em que há apenas 25 carros. Estamos a aprender para corra tudo bem no domingo.“
Como seria de esperar, há diferenças entre o “Lambo” e o McLaren que foi usado no ano passado pela dupla lusa Chaves e Miguel Ramos. O jovem piloto luso apontou a principal diferença:
“O carro é um bocado diferente do McLaren, Para começar é um V10, não é turbo e por isso há ainda alguns truques que ainda tenho de perceber, mas uma coisa que já reparei é que por não ser turbo, o controlo de tração funciona muito melhor e o apoio que temos do Controlo de Tração é muito mais linear à saída das curvas, o que se torna numa vantagem. Mas de resto não há grandes diferenças a não ser o motor. “
Quanto a objetivos para o fim de semana, a ideia passar por serem os melhores na classe Pro-Am, mas sempre com vontade de mais;
“O objetivo é ficar mais à frente possível e o primeiro lugar à geral, embora possa parecer pouco realista, é algo que pode acontecer, nunca se sabe. Mas o nosso foco está em ser os melhores na nossa classe e temos a equipa, a estrutura e os pilotos para conseguir um top 3 e quem está nessa posição arrisca-se a ganhar, pois são três horas de corrida, pode haver um percalço, ou um pit stop mal feito, portanto é uma questão de estarmos no sítio certo, evitar erros nas paragens, o que em Monza é muito fácil de acontecer, e ter a estratégia certa. Mas sem dúvida que quero levar um “caneco” para casa. Temos uma equipa muito profissional, estou a gostar muito de trabalhar com eles e agora é focar-me e as coisas irão correr bem. “









