A Fórmula E nunca teve medo de apostar em ideias fora da caixa e de levar o campeonato por territórios nunca antes trilhados. Mas a última potencial adição poderá ser algo exagerada.
Os Gen 3 foram pensados para ter uma espécie de paragem na box. O Attack Charge foi pensado para levar os pilotos às boxes, fazer um carregamento rápido e regressar à pista, colocando na corrida mais um elemento de incerteza e mais uma nuance estratégica. Por falta de fiabilidade do sistema, essa ideia ainda não foi usada nas corridas. O conceito de “Volta Dourada” foi apresentado às equipas.
São atribuídos pontos de bónus por liderar voltas selecionadas aleatoriamente durante uma corrida. Seriam escolhidas aleatoriamente duas voltas por fim de semana de corrida e os pilotos que liderassem essas voltas receberiam um ponto extra. Isto poderia aumentar o número máximo de pontos disponíveis numa corrida de 29 para 31.
A proposta, que foi apresentada às equipas sem consulta prévia, recebeu uma resposta morna. Não é claro se esta iniciativa irá substituir ou complementar o sistema de paragens nas boxes previsto, o Attack Charge. A Fórmula E ainda não se pronunciou sobre a proposta da “Volta Dourada”.
Este conceito parece trazer pouco para o espetáculo. O desporto ainda deve ser visto como uma atividade onde o mérito se deve sobrepor ao “show” e com esta ideia, o mérito passa para segundo plano, sendo uma atribuição de pontos aleatória, que traz pouco ao espetáculo em si.
A Fórmula E está a perder algum fulgor no que diz respeito à sua notoriedade e ao interesse que desperta. Estas ideias, ao invés de atrair pessoas, podem afastá-las, piorando a situação.










