O novo Attack Mode não convenceu a maioria dos pilotos. Depois do caótico E-Prix de São Paulo, o balanço da primeira corrida com as novidades no sistema não é o mais positivo.
O Attack Mode na Fórmula E é um recurso estratégico que oferece 50 kW extra de potência por até 8 minutos. Para ativá-lo, o piloto deve pressionar um botão no volante e passar por uma Zona de Ativação fora da linha ideal de corrida. O modo deve ser usado duas vezes por prova, com combinações de tempo. Embora possa causar perda de posição momentânea, permite recuperação com potência extra. Este ano, além da potência extra, sistema de tração integral é também acionado e o que era antes uma vantagem que podia ser anulada, torna-se agora numa vantagem irresistível.
Nick Cassidy e Jean-Eric Vergne manifestaram a sua preocupação com o facto de as corridas de Fórmula E poderem ser influenciadas pela sorte devido ao novo impacto do Attack Mode. Cassidy teme que isso possa levar a que as vitórias nas corridas sejam determinadas pela sorte e não pelo desempenho puro:
“É extremo”, disse Cassidy. “A minha única preocupação é que as corridas sejam ganhas com um pouco de sorte ao longo do ano. De certeza que vamos ver os mesmos pilotos rápidos na frente a lutarem pela vitória, mas penso que haverá algumas ocasiões, com este novo formato de corrida, em que haverá um pouco de sorte na vitória.”
“Acho que o Nick tocou no assunto, o novo Attack Mode é ótimo”, disse o bicampeão Vergne. “É possível ultrapassar claramente. Do ponto de vista dos fãs, é ótimo porque há muito mais ultrapassagens, muito mais ação em pista. Mas para nós, equipas e pilotos, sentimos que há demasiada sorte envolvida.”












