Se os maiores destaques da qualificação foi a pole position de Sébastien Buemi, que disse ter duvidado que ainda tivesse espaço no campeonato do mundo de Fórmula E, e para o estreante Jake Hughes, na corrida Pascal Wehrlein e Jake Dennis têm todo o mérito pelo primeiro e segundo posto na classificação, respetivamente, que alcançaram no final das 39 voltas. E a Porsche… Os alemães “descobriram” algo no Porsche 99X Electric que parece que os restantes adversários ainda não fizeram nas suas unidades motrizes, depois de terem saído dos testes coletivos de Valência com sérias dúvidas sobre o futuro imediato. E como vimos na primeira de duas corridas em Diriyah, a Jaguar chegou a estar muito tempo no controlo das operações com Sam Bird e Sébastien Buemi – a Envision utiliza as unidades motrizes Jaguar I-Type 6 – mas na fase final, Pascal Wehrlein tinha mais energia disponível para gastar do que Bird e pôde arriscar a ultrapassagem ao piloto britânico. Esta ainda foi a segunda corrida da temporada, mas é algo a ter em conta e analisarmos mais à frente.
No sentido contrário ao de Pascal Wehrlein e Jake Dennis, Jake Hughes perdeu muitas posições depois de no início ter, timidamente, tentado passar para a frente do pelotão. Não o conseguiu e esteve num ritmo mais baixo e nem mesmo com o Attack Mode ativado conseguia recuperar terreno para os adversários. Passou algum tempo atrás do seu companheiro de equipa René Rast, mas depois da brilhante sessão de qualificação em que disputou a final, a corrida não foi boa.
Sam Bird pode ter sido “apenas” terceiro depois de passar muito tempo na liderança da corrida, mas como lá chegou foi um espetáculo. E como ainda chegou a defender a sua posição dos ataque iniciais de Wehrlein foi de “régua e esquadro”. Não tinha energia suficiente no monolugar para manter o mesmo ritmo e por isso teve de vender cara a derrota. Fica na memória uma boa corrida do britânico.
A corrida de António Félix da Costa terminou logo entre a curva 1 e 2. Nada pôde fazer. Não tinha espaço para fugir ao choque com a traseira de um dos dois Mahindra que se tinham tocado anteriormente. Ainda conseguiu ir à box e mostrou resiliência ao terminar a prova no 18º posto, mas sem um Safety Car durante a corrida que permitisse juntar todo o pelotão e encurtar a distância para os adversários, pouco pôde fazer, mas perdeu pontos numa corrida onde os Porsche estiveram fortes.
Foto: Simon Galloway










