O Circuito Internacional de Vila Real volta a afirmar-se como um dos palcos mais emblemáticos do automobilismo ibérico ao atrair um forte contingente de pilotos estrangeiros para a sua próxima etapa. Apesar de a ronda pontuar exclusivamente para o Campeonato de Portugal de Velocidade — deixando de fora o habitual pelotão ibérico do Supercars Endurance —, a mítica pista transmontana mantém intacto o seu poder de sedução internacional graças à exigência técnica do seu traçado urbano e à histórica proximidade com o público.
O 55.º Circuito Internacional de Vila Real vai realizar-se entre os dias 10 e 12 de julho, prometendo curvas de alta velocidade delimitadas por barreiras físicas e rails de proteção, sem margem para erros.
Estreantes de Espanha e Moçambique Ambicionam a Vitória
Entre as novidades na grelha destaca-se o espanhol Ángel Santos. O piloto da Petrogold by Chefo Sport vai estrear-se em circuitos urbanos aos comandos de um Ligier JS2 R da divisão GTX, partilhando o volante com o jovem português Gabriel Caçoilo. “É uma prova importante no calendário, onde a afición portuguesa vive o automobilismo com grande intensidade”, sublinhou Santos, assegurando que a dupla, movida pela ambição, vai “lutar pela vitória”.
Com objetivos idênticos alinha o moçambicano Rodrigo Almeida, integrado na categoria GT4 Pro pela Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal, em parceria com Francisco Mora. Ciente dos perigos das ruas da “Bila”, Almeida assume uma postura prudente, mas focada no topo: “Em Vila Real tudo pode acontecer, por isso vamos sempre com o máximo cuidado possível, mas, claro, sempre que vou para uma prova é para a vitória.”
Para o efeito, o jovem piloto contará com o aconselhamento técnico da sua estrutura e do seu gestor de carreira, o antigo piloto de Fórmula 1 Tiago Monteiro.
A Pureza do Automobilismo Segundo os Veteranos
Para quem já conhece o traçado, como o britânico Adam Fawsitt, a deslocação a Trás-os-Montes representa uma oportunidade rara no desporto moderno. Aos comandos de um Porsche 911 Cup da Art of Speed, o piloto inglês assume que este é um dos eventos que marca no calendário logo no início do ano.
“Há muito poucos lugares no mundo onde ainda se pode competir com um GT moderno em verdadeiras estradas públicas, entre casas e rails de proteção, como acontecia com os grandes pilotos de décadas passadas. Vila Real é um deles”, elogiou Fawsitt. Para o piloto da divisão Cup, a prova transmontana “representa o desporto automóvel na sua forma mais pura e honesta”, onde o sucesso depende diretamente da coragem e do respeito pelas características do circuito.
O alinhamento internacional da prova conta ainda com a presença confirmada da dupla composta por Stéphanie Hobeika e Will Hunt, que vão rodar num McLaren 570S GT4 inscrito pela equipa TRS. O evento reedita, assim, a tradição iniciada nas décadas de 1960 e 1970, período em que Vila Real se fixou como um dos grandes palcos mundiais para as competições de viaturas de Grande Turismo (GT).









