O diretor desportivo da BMW acredita que os organizadores da Fórmula E não precisam de se preocupar em tornar os monolugares mais rápidos no futuro próximo. Devem antes focar-se numa maior interação com o público com base na realidade virtual.
Para Jens Marquardt, diretor desportivo da marca bávara, “é importante que a Fórmula E continue a ter lugar nas grandes cidades, onde estão as pessoas. O curto mas excitante programa ajusta-se perfeitamente à vida moderna. Depois, tens também muita interação com os fãs, simuladores e dispositivos relacionados com a realidade virtual. É aqui onde reside o verdadeiro potencial da Fórmula E. Não em tornar-se mais rápida, mas sim em ser maior e melhor”.
Motor BMW em 2018
A BMW envolveu-se de forma oficial na Fórmula E este ano, através de uma parceria com a Andretti Autosport, a equipa onde milita o português António Félix da Costa.
Marquardt acredita que a atual velocidade máxima (limitada eletronicamente a 225 km/h é suficiente, até pelos constrangimentos de fazer corridas no centro das grandes cidades.
“Talvez dentro de alguns anos os fãs possam correr virtualmente ao lado das suas estrelas que estão realmente na pista. Isto é muito mais importante do que ir a 180 ou 250 km/h numa reta”.
O dirigente reafirmou o plano da BMW ter a sua própria unidade motriz na quinta temporada da Fórmula E, em 2018, quando o campeonato abandonará o atual conceito de troca de monolugares a meio da corrida, focando-se unicamente num carro.
“Estamos a trabalhar cada vez melhor com a Andretti. Estamos a aprender muito, o que é importante para 2018, momento em que queremos ter o nosso próprio motor BMW no carro. Ainda há muito para fazer de modo a estarmos preparados para esse passo. Para já, estamos a ajudar a equipa com simulações e processamento de dados em Munique. Temos ainda uma a três pessoas com a equipa em cada prova para ajudar e dar suporte”, acrescentou.









