A mudança de nome para a Fórmula 2, no fundo um regresso para uma antiga denominação que a disciplina de acesso à F1 tinha antes da F3000, é para já pouco mais do que um ‘rebranding’, porquanto os monolugares permanecem os mesmos da GP2 Series, que durante 12 temporadas e três gerações de carros animou pistas nos mesmos fins de semanas de grandes prémios.
A F2 só vai introduzir um novo chassis em 2018 mantendo-se o Dallara GP2/11 e também um formato que é discutível, que envolve grelhas invertidas e pneus ‘standart’, em vez de compostos mais duráveis e consistentes, tornando assim a disciplina muito idêntica ao que foi em anos anteriores. Ainda assim a GP2 proporcionou alguns dos pilotos que têm oportunidades na F1, embora não tantos como se esperaria. Antonio Giovinazzi é o exemplo mais recente, o campeão Pierre Gasly participou em alguns ensaios, e falta ver o que sucederá com nomes como Charles Leclerc, protegido da Ferrari depois do seu título em GP3.
No ‘radar’ das equipas de F1 há outros nomes que, através de formações de topo da agora Fórmula 2 – como a Prema ou a ART Grand Prox – poderão vir a dar que falar no futuro. São os casos de, por exemplo, Antonio Fuoco, Jordan King ou Norman Nato. Mas outros se lhe poderão seguir, como Gustav Malja e o estreante Louis Deletraz. Ambos mostraram alguns resultados noutras disciplinas, ficando por saber o que farão numa categoria com muito mais escrutínio dos ‘patrões’ das equipas de F1. No campo dos ‘repetentes’ há também que avaliar uma confirmação de jovens como Luca Ghiotto, Artem Markelov, reunidos na equipa Russian Time, Nobuharu Matsushita, que deu nas vistas em 2016 e também nos testes de pré-temporada, Oliver Rowland – agora protegido da Renault, Raffaele Marciello ou Nicholas Latifi, que também sobressaiu nos ensaios de pré-época.









