Diferenças entre LMP2 e Dpi? Muitas. Comparando o Oreca com o Acura, apesar da mesma base, há vários fatores que os tornam carros diferentes. Filipe Albuquerque conhece bem as duas realidades e explicou o que muda:
“Ainda há muita diferença entre o Dpi e os LMP2. Como nos Estados Unidos há mais liberdade para trabalhar a suspensão e utilizar mais peças fora das restrições dos LMP2, podemos ter carros com muita diferença embora os problemas de base sejam os mesmos. No caso do Acura o motor é mais pesado o que o torna menos ágil em curvas lentas mas é mais estável a alta velocidade. O Oreca precisava de melhorias em curvas lentas, ao nível da aderência mecânica. Era o que melhorava no carro, algo que digo ao meu engenheiro na Europa e que agora o meu engenheiro nos Estados Unidos já começa a ouvir também.”
Com um conhecimento profundo dos LMP2 e sendo os novos LMDh de certa forma baseados na mesma filosofia, a experiência que Albuquerque tem em desenvolver este tipo de carros e torna-los competitivos pode ser um trunfo importante na nova era que agora se aproxima:
“Os LMP2 estão agora estagnados e vão ficar assim, mas é bom ver o que há no futuro nos LMDh e há equipas que já entraram em contacto comigo para entrar no projeto e desenvolver o chassis, porque independentemente do carro que escolherem, eles sabem a experiência que eu tenho e nos últimos sete anos, especializei-me só em LMP2. Desde 2014 que faço Le Mans [desde 2016 em DPi], desde 2016 que faço Daytona em Dpi e provavelmente sou dos pilotos mais especializados e mais experiente nesse tipo de carros em relação a outros pilotos que têm competido noutras categorias. Neste momento em relação aos LMDh estou numa posição muito boa, sem dúvida alguma.”










