Com o topo do WRC já a preparar-se para colocar na estrada em testes os seus novos Rally1 híbridos (só vai ficar para já a faltar a Hyundai que ainda não teve até este momento autorização da Coreia do Sul para avançar, ainda que isso deva suceder) a FIA já fez saber que pretende introduzir sistemas híbridos também nas categorias de apoio do WRC.
A introdução dos sistemas híbridos nos Rally2 está já prevista para 2023, seguindo-se logo que possível as restantes classes. Yves Matton, Diretor de Ralis da FIA já deixou claro que “Introduzimos todo um roteiro sobre eletrificação e hibridização de toda a pirâmide de carros de rali. Estamos a trabalhar em estreita colaboração com os fabricantes em toda a pirâmide”, desde os Rally1, atuais WRC, aos Rally5.
Em princípio os Rally2 terão um sistema híbrido simples, Mild Hybrid, para não pressionar os custos, sendo que o sistema deverá oferecer mais 10 cv aos motores, através de um sistema de arranque/gerador de baixa voltagem de 48-volts: “Para além de reduzir as emissões, o objetivo claro é demonstrar como a tecnologia automóvel rodoviária existente pode ser transferida para os desportos motorizados, ao invés do sistema híbrido ‘plug-in’ orientado para a performance que está a ser desenvolvido para os Rally1. Um conjunto de regulamentos está atualmente a ser discutido pelo Departamento Técnico da FIA com o objetivo de controlar os custos e gerir potenciais diferenças de desempenho entre os diferentes sistemas híbridos que serão utilizados.
A futura estrutura dos ralis
Rally 1
É o topo da pirâmide, são os carros da geração atual (pós-2017). A partir de 2022 denominam-se Rally 1.
Rally 2
Como o nome sugere, o Rally 2 torna-se o segundo nível dos ralis, a nova ‘casa’ para os carros R5, antigos e atuais. Serão híbridos (simples) em 2023.
Rally 3
Será o novo carro de ralis da FIA, de baixo custo mas tração às quatro rodas. A ideia da FIA passa por aproveitar os R2 atuais e ‘meter-lhes’ um diferencial traseiro, de modo a ficarem com tração total, sendo esta a versão resumida da questão, claro, pois não é necessário usar só os R2 que já existem, podendo aparecer novos. Crucial para esta nova classe é o custo do carro, que a FIA diz que tem de ser inferior a € 100.000.
Isto irá oferecer aos ‘gentleman drivers’ a oportunidade de desfrutar da tração às quatro rodas no WRC, ao mesmo tempo que oferece uma solução com um bom custo/performance, para os pilotos que pretendam evoluir das duas para as quatro rodas motrizes.
Rally 4
Conhecidos até aqui como R2, esta é a especificação dos carros que competem no WRC Júnior. Os motores não turbo podem ter 1600 cc de cilindrada, mas o Fiesta R2 da M-Sport mantém um motor de um litro, que oferece cerca de 200cv. Suspensão e travões são mais desenvolvidos num carro que custa cerca de 75.000€.
Como se sabe, nesta classe já existem o Ford Fiesta Rally4/R2T19, Opel Corsa Rally4, Peugeot 208 Rally4 e Renault Clio Rally4, sendo que a Ford é a marca com mais carros a correr, seguida de perto pela Peugeot. O Opel é um 208 com a carroçaria própria e o Clio nasceu há menos tempo e só chega em abril.
Rally 5
Os carros R1 atuais, como por exemplo o Ford Fiesta R1 da M-Sport, que oferece cerca de 150cv a partir de um motor turbo de um litro (pode ser motor atmosférico até 1400cc). Caixa de velocidades sequencial, suspensão melhorada, mas com motores e travões de série. O custo destes carros está fixado em valores que rondam os 40.000€, e será a forma mais barata de entrar nos ralis do mundial. O único Rally5 para já existente é o Renault Clio RSR Rally5. Disponível por 42.000€ antes de impostos, o Clio RSR Rally5 Pesa 1080kg, tem um motor de 16 válvulas 1330cc TCe de quatro cilindros e 180 cv, um turbo de Garrett uma caixa de velocidades sequencial de cinco velocidades Sadev.












