Mais uma prova caótica na terceira corrida da F4 Spain em Portimão, mas no meio da confusão foi Nacho Tuñon (T-Code by Amtog) quem saiu com a vitória, à frente de Andrej Petrovic, seu colega de equipa e Kasper Schormans (MP Motorsport). Noah Monteiro esteve sempre na luta pelo pódio, mas viu todo o trabalho ruir nos últimos metros, enquanto Max Radeck (DXR) somou um sólido top 10 e Maria Neto (TC Racing) voltou a recuperar posições até ao final.
Petrovic converteu a pole em liderança com autoridade na largada, contendo um ataque agressivo de Noah Monteiro (Griffin Core) nos primeiros metros. Atrás, Tuñon segurava o segundo lugar, com Kasper Schormans e Nathan Tye a completarem as primeiras posições. Logo na Curva 3 surgiu o primeiro momento crítico: Tye levou um toque, ficou parado na escapatória e obrigou à entrada do Safety Car.
A ordem era Petrovic, Tuñon, Monteiro, Schormans, Ty Fisher e Vivek Kanthan, com Max Radek já em 11.º e Maria Neto a descer para 32.ª. O tempo foi passando atrás do Safety Car até que os comissários optaram por mostrar bandeira vermelha para permitir uma limpeza mais eficaz da pista.
No recomeço lançado, Petrovic voltou a reagir bem, defendendo-se de Tuñon, com Monteiro por perto. Mais atrás, Rocco Coronel ganhava terreno e ultrapassava Kanthan, que caía para sétimo. Com o desenrolar das voltas, o pelotão estabilizou: Petrovic sob pressão direta de Tuñon, Monteiro a perder ligeiramente o contacto, mas com Fisher colado na traseira, e Radek já instalado em décimo a atacar Kanthan pelo nono lugar.
Na volta 9, Tuñon marcou encontro com o destino: manobra decidida que deu a liderança sobre Petrovic, num momento-chave da corrida. Quase de imediato, novo incidente, desta vez entre os dois colegas da GRS, Alfons Miettinenn e Andre Rodriguez, trouxe outra intervenção do Safety Car, voltando a reunir todo o pelotão.
A corrida foi retomada após uma breve neutralização, com Tuñon agora a liderar e Petrovic a tentar responder, enquanto Monteiro se mantinha em terceiro, sob pressão de Fisher. Radek consolidava o top 10 e Maria Neto continuava a recuperar, já em 25.º. Quando restavam menos de dois minutos para o fim, Jean Paul Karas ficou preso na gravilha da Curva 1 e o Safety Car regressou à pista. O fantástico trabalho dos comissários de pista do AIA permitiu ainda assim uma última volta em bandeira verde, preparando um sprint final caótico.
No recomeço, Tuñon defendeu-se bem e manteve-se na frente, enquanto Monteiro se lançou ao ataque a Petrovic, rodando lado a lado com o sérvio na curva 1. Porém, o ataque combinado de Fisher e Schormans baralhou as contas e acabou por empurrar o português para quinto. No meio das trocas de posição e contactos, Monteiro ainda sofreu um toque e acabou por ficar parado nas últimas curvas, vendo escapar-se um pódio que parecia ao seu alcance.
A derradeira volta foi de grande confusão: quatro pilotos entraram na lista de desistências na fase final, reflexo direto do grau de agressividade e do apertado pelotão depois de tantas neutralizações.
No final, Nacho Tuñon confirmou o triunfo, com Andrej Petrovic a limitar danos em segundo e Kasper Schormans a completar o pódio. Miki Blascos (Monlau Motorsport), que largou do 19º lugar, cruzou a meta em quarto e Rocco Coronel (MP Motorsport) fechou o top 5, aproveitando bem as oportunidades criadas pelo caos final.
Max Radek fechou uma corrida muito consistente em oitavo lugar, num excelente resultado. Noah Monteiro, que chegou a rodar no top 3 e parecia ter um pódio ao alcance, foi apenas 19.º após o incidente derradeiro. Maria Neto voltou a subir no meio do pelotão e terminou em 25.º, depois de ter estado no fundo da classificação nas primeiras voltas.











